O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a vencedora do Nobel da Paz, María Corina Machado, principal opositora do regime de Nícolas Maduro na Venezuela, não tem o respeito e apoio necessários para governar o país. A declaração foi dada após operação americana que
Questionado sobre a possibilidade de Corina Machado assumir o governo após o período de transição com a administração dos Estados Unidos, Trump disse crer “que será muito difícil” para ela estar à frente da Venezuela. “Ela não conta com respeito nem apoio dentro do seu país. É uma mulher muito amável, mas não inspira respeito”, afirmou.
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Trump também negou que teve contato com María Corina Machado nos últimos meses. A incursão americana ocorreu na madrugada deste sábado na capital Caracas e em outras províncias venezuelanas. Segundo o governo dos EUA, não houve mortes e apenas poucos feridos.
Após a ofensiva de militares americanos em Caracas, a opositora, que está exilada no exterior com paradeiro desconhecido, afirmou que os EUA fizeram justiça contra Maduro. Ela defendeu que Edmundo González, que disputou uma eleição contestada contra o então presidente venezuelano em 2024, assuma o governo imediatamente.
Ela também conclamou os venezuelanos para que “permaneçam vigilantes, ativos e organizados” até a transição democrática. “Nestas horas decisivas, recebam toda a minha força, minha confiança e meu carinho. Seguimos todos atentos e em contato. A Venezuela será livre”, disse Corina Machado em uma carta.
Segundo Trump, os Estados Unidos vão administrar a Venezuela até que haja um processo de transição de governo. A ofensiva americana ocorreu após meses de tensão entre os dois países. As Forças Armadas dos Estados Unidos ocupavam o mar do caribe com uma intensa mobilização de tropas, incluindo o maior porta-aviões do mundo.
Mais cedo, o presidente afirmou que Maduro e Cilia Flores estão sob custódia em um navio militar no Caribe e serão enviados para enfrentar a Justiça americana em Nova York. Segundo a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, o venezuelano vai responder por crimes como narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas.