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Netanyahu faz pronunciamento após acordo entre EUA e Irã: 'Nossa luta não acabou'

Primeiro-ministro afirmou que Exército de Israel continuará em 'zonas de segurança' no Líbano, Síria e Gaza; Washington e Teerã assinaram eletronicamente acordo que põe fim à guerra no Oriente Médio

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Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu • Divulgação

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou, nesta segunda-feira (15), que a luta de Tel-Aviv "não acabou" e que o país continuará "neutralizando ameaças". A declaração acontece após os Estados Unidos e o Irã terem assinado um acordo de paz para pôr fim à guerra no Oriente Médio.

Durante o pronunciamento, Netanyahu disse — destoando da atual fase de negociações entre Washington e Teerã — que o Exército de Israel continuará em "zonas de segurança", já estabelecidades no Oriente Médio e alegou que a guerra contra o Irã salvou Israel de uma "aniquilação nuclear".

O primeiro-ministro israelense também afirmou que o país ficará "o tempo que julgar necessário" na zona-tampão no sul do Líbano, na Síria e na Faixa de Gaza, destacando que busca preservar o que chamou de "liberdade de ação" para interromper ataques do Hezbollah.

Porém, a fala pode ter aberto caminho para novas ataques contra a organização política e paramilitar xiita, visto que muitas das ações israelenses contra o grupo terrorista libanês têm sido justificadas como preventivas. O movimento pode colocar o acordo de paz entre EUA e Irã em risco.

"Estabelecemos profundas zonas de segurança ao redor do Estado de Israel. Fizemos isso em Gaza, no Líbano e na Síria. (...) E quero deixar claro: permaneceremos nessas zonas de segurança pelo tempo que for necessário para proteger nosso país", disse Netanyahu.

Por fim, Netanyahu disse que nem sempre concorda com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os dois lideraram a guerra contra o Irã, mas tiveram desavenças ao longo do conflito, com posições diferentes. Como exemplo disso, em uma ocasião, durante uma ligação telefônica, Trump chagou Netanyahu de "completamente louco".

Acordo entre EUA e Irã

Os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo de paz, neste domingo (14). A informação foi divulgada pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif — país intermediador durante as negociações de cessar-fogo.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, viajou até o Paquistão para uma reunião com Shehbaz Sharif neste fim de semana.

Sharif publicou a notícia nas redes sociais. No texto, o primeiro-ministro informou, ainda, que o acordo deve ser assinado na próxima sexta-feira (19), em uma cerimônia oficial na Suíça.

"O acordo de paz entre os Estados Unidos da América e a República Islâmica do Irã FOI ALCANÇADO. A cerimônia oficial de assinatura ocorrerá na sexta-feira, 19 de junho, na Suíça", escreveu Shehbaz Sharif.

O presidente dos EUA também confirmou o acordo, em uma publicação na Truth Social. O republicano parabenizou a todos envolvidos no acordo de paz entre os países. Ele ainda divulgou a reabertura do Estreito de Ormuz e a remoção imediata do bloqueio naval dos EUA:

"O acordo com a República Islâmica do Irã está concluído. Parabéns a todos! Autorizo ​​integralmente a abertura do Estreito de Ormuz sem pedágio e, simultaneamente, autorizo ​​a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir! Presidente DONALD J. TRUMP", escreveu.

Na segunda-feira (15), Donald Trump, e o vice-presidente JD Vance, assinaram de forma eletrônica um acordo provisório de paz com o Irã. A informação foi confirmada pelo próprio líder estadunidense. Do lado iraniano, o presidente do Parlamento do país persa, Mohammad Bagher Ghalibaf, também assinou o documento, disse um funcionário norte-americano à CNN.

Uma cerimônia formal de assinatura do acordo de paz ainda ocorrerá nesta sexta-feira (19), em Genebra, na Suíça.

Os países estavam em guerra desde o dia 28 de fevereiro, data em que marca o início dos ataques comandados pelos Estados Unidos, com apoio de Israel, contra o Irã. Washington e Teerã estavam sob um frágil acordo de cessar-fogo, assinado em 8 de abril.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.