Naufrágio deixa nove mortos e quatro desaparecidos nas Ilhas Malvinas
Segundo a mesma fonte, 14 tripulantes foram resgatados na terça-feira e deveriam ser repatriados para Stanley

Um naufrágio de um embarque de pesca na segunda-feira (22), nas Ilhas Malvinas, deixou nove pessoas mortas e quatro desaparecidas. As buscas precisaram ser interrompidas devido ao mau tempo.
Os 27 tripulantes do "Argos Georgia" – entre eles 10 espanhóis, dois uruguaios e dois peruanos – foram obrigados a abandonar o embarque na segunda-feira por volta das 19h00 GMT (16h00 no horário de Brasília), após a descoberta de uma fenda, a 200 milhas náuticas de distância (cerca de 370 milhas) a leste de Stanley, capital deste arquipélago do Atlântico Sul sob controle britânico, cuja soberania a Argentina também reivindica.
“Podemos confirmar que, até agora, recuperamos os corpos de nove tripulantes e que quatro continuam desaparecidos”, indicaram as autoridades das Ilhas Malvinas, após o dia de resgate em pleno inverno austral.
Segundo a mesma fonte, 14 tripulantes foram resgatados na terça-feira e deveriam ser repatriados para Stanley (Porto Argentino para Buenos Aires) para avaliação de saúde.
As "previsões adversas" obrigaram a suspensão das operações de busca nesta quarta-feira, que serão retomadas "quando for possível", acrescentou.
As autoridades espanholas relataram anteriormente o mesmo número de mortos.
Entre os tripulantes estavam também oito russos e cinco indonésios, disse em coletiva de imprensa o delegado do Governo espanhol na região da Galiza, Pedro Blanco.
Dois dos espanhóis morreram e dois estão desaparecidos, disse a Prefeitura da Galiza, região do noroeste da Espanha de onde procediam as duas vítimas mortais.
Condições "extremamente difíceis"
Após o naufrágio, os "27 tripulantes do barco de pesca 'Argos Georgia' foram obrigados a abandonar o navio (…) e alguns tripulantes entraram nos botes salva-vidas", detalhou o governo do arquipélago.
Aeronaves das Forças Britânicas das Ilhas do Atlântico Sul (BFSAI, na sigla em inglês) localizaram as embarcações. Um barco patrulha, o "FPV Lilibet", e dois barcos de pesca dirigiram-se à área indicada.
Poucas horas antes, as autoridades do arquipélago haviam descrito as condições ambientais "extremamente difíceis" do inverno austral, que impossibilitaram um resgate pelo presidente na segunda-feira, apesar de duas tentativas.
Robert Ervik, proprietário do barco pesqueiro com bandeira da Ilha de Santa Helena, afirmou à AFP que o embarque começou a afundar na segunda-feira.
As Malvinas, chamadas de Malvinas pelos britânicos, estão localizadas a 400 quilômetros da costa argentina e a quase 13 mil quilômetros do Reino Unido. As ilhas foram palco de uma guerra de 74 dias em 1982, que terminou com a rendição das tropas do país sul-americano e um número de mortos de 649 argentinos e 255 britânicos.
*Com informações de AFP
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