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Mulher condenada erroneamente por assassinato sai da prisão após cumprir 43 anos de pena

Ela é a pessoa que ficou mais tempo encarcerada injustamente nos Estados Unidos, segundo a equipe jurídica do Innocence Project, que atua na revisão do caso

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Acredita-se que Sandra Hemme seja a pessoa que mais tempo ficou encarcerada injustamente nos EUA • Divulgação / Innocence Project

Sandra Hemme, uma mulher que ficou 43 anos na prisão após ser erroneamente condenada de assassinato, foi liberta nessa sexta-feira (19), no estado de Missouri, nos Estados Unidos.

Hemme, de 64 anos, saiu do presídio de Chillicothe e encontrou sua filha e neta, enquanto um juiz ameaçava prender o procurador-geral, que era contra a libertação da presidiária e queria pena adicional por casos de agressão física.

Segundo a ABC News, a ex-presidiária comentou com a filha o quanto a neta havia crescido desde que havia recebido uma foto sua ainda bebê.

O advogado de Hemme, Sean O'Brien, disse que ela desejava, agora, ir direto ao leito de seu pai, que foi internado com falência hepática e está em cuidados paliativos.

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O caso

Sandra Hemme havia sido condenada à prisão, perpétua, da qual cumpriu 43 anos.Ela é a pessoa que ficou mais tempo encarcerada injustamente nos Estados Unidos, segundo a equipe jurídica do Innocence Project, que atua na revisão de penas de pessoas consideradas erroneamente condenadas.

A mulher tinha 20 anos quando foi condenada pelo esfaqueamento até a morte de uma funcionária de biblioteca, em 1980. Segundo a BBC, não havia provas de sua autoria, exceto uma confissão realizada sob efeito de sedação em um hospital psiquiátrico.

Segundo a equipe do Innocence Project, a revisão do caso mostrou que a polícia local ignorou provas indicativas de culpa de um de seus oficiais. Ele depois chegou a ser preso por outro crime e morreu em 2015. Seu carro foi visto na área da casa da vítima no dia do assassinato e ele usou o cartão de crédito da mulher, alegando que o havia encontrado no lixo. Além disso, o pai da vítima identificou um par de brincos como sendo da filha. Os acessórios estavam na casa do policial.

Essas informações, ainda de acordo com o Innocence Project, não foram compartilhadas com a defesa de Hemme na época do julgamento.

A equipe jurídica afirmou que continuará lutando para limpar o nome da americana. Isso porque, apesar de estar livre, seu caso ainda está em revisão.

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