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Morre Pepe Mujica: ex-presidente do Uruguai legalizou maconha, aborto e casamento LGBT

Político morreu aos 89 anos em decorrência de um câncer de esôfago; ele ficou mundialmente conhecido pelo pioneirismo na adoção de medidas progressistas na América do Sul

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Ex-presidente do Uruguai, Mujica morreu aos 89 anos
Ex-presidente do Uruguai, Mujica morreu aos 89 anos • DANTE FERNANDEZ / AFP

José Mujica ficou conhecido por implementar políticas progressistas durante seu governo como presidente do Uruguai, entre os anos de 2010 e 2015. Em cinco anos, o estadista fez com que o Uruguai se tornasse o primeiro país da América do Sul a regulamentar a produção, venda e consumo da maconha. Sob seu comando, o país também legalizou o aborto e permitiu o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Mujica morreu aos 89 anos nesta terça-feira (13) em decorrência de um câncer de esôfago. Ícone da esquerda, o ex-presidente do Uruguai vivia uma vida simples e condenava a ostentação. Apesar de nunca ter fumado maconha, ele defendia a liberação da droga como forma de "experimentar a vida" e combater o tráfico de drogas.

"Estamos em um caminho de experimento. Um experimento feito com honradez intelectual, mas não para incentivar a propagação de um vício que, como qualquer vício, é uma praga. (...) Há muitos anos estamos reprimindo (o uso da maconha), perseguindo e estamos cada vez pior. Então começamos a pensar em alternativas. E, por isso, eu uso a palavra experimento. (...) Viver é experimentar, buscar soluções que às vezes funcionam e às vezes não".

Em 2013, o parlamento uruguaio aprovou o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, o que tornou o país o segundo da América do Sul a autorizar a união homoafetiva, apenas atrás da Argentina.

Mujica morreu em decorrência de um câncer

O ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, morreu nesta terça-feira (13), aos 89 anos, em decorrência de um câncer de esôfago. Em janeiro deste ano, Mujica havia revelado que o câncer havia se espalhado por todo o seu corpo e que ele não faria mais tratamento.

"Não consigo impedir isso com nada. Por quê? Porque sou uma pessoa idosa e tenho duas doenças crônicas. Não posso passar por tratamento bioquímico ou cirurgia porque meu corpo não aguenta”, declarou o ex-presidente na época.

No início da semana, a esposa de Mujica, Lucía Topolansky, afirmou à estação de rádio local Sarandí que a situação do político era “terminal”. Ela explicou que a família estava tomando os cuidados para garantir que ele vivesse a parte final de sua vida “da melhor maneira possível”.

Mujica não teve filhos. Ele deixa a esposa, a senadora Lucía Topolansky, de 80 anos.

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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.