Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irã, rejeita propostas de cessar-fogo
O aiatolá realizou sua primeira sessão de política externa desde que foi nomeado líder supremo e, durante a reunião, teve uma postura vingativa em relação aos países

O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, rejeitou propostas de cessar-fogo do conflito contra os Estados Unidos e Israel, informou um funcionário iraniano à Reuters nesta terça-feira (17).
O aiatolá realizou sua primeira sessão de política externa desde que foi nomeado líder supremo e, durante a reunião, teve uma postura vingativa em relação aos países. A postura de Khamenei foi "muito dura e séria", segundo o funcionário.
Não se sabe se a participação de Khamenei na reunião foi presencialmente ou de forma remota.
Dois países tentaram intermediar propostas de cessar-fogo ao governo iraniano. Porém, o líder supremo afirmou que esse não era o momento certo para a paz "até que os EUA e Israel se ajoelhem, aceitem a derrota e paguem indenizações".
Todos os assuntos relacionados ao Irã passam pelo aiatolá, que dá a última palavra sempre.
Paradeiro desconhecido
Mojtaba Khamenei, desde que foi eleito líder supremo do Irã, não aparece publicamente. Ele fez seu primeiro pronunciamento por meio de uma mensagem lida na TV estatal iraniana.
Estados Unidos e Israel afirmam que Khamenei foi ferido nos ataques que mataram o pai dele, Ali Khamenei. Trump chegou a afirmar que não sabia se ele estava vivo ou morto. "Dizem que perdeu uma perna e que ficou gravemente ferido. Outros asseguram que está morto", disse.
Fontes disseram à CNN que Khamenei sofreu uma fratura no pé e ferimentos leves no ataque que acabou matando o pai dele. Além disso, ele teve uma contusão ao redor do olho esquerdo e pequenos cortes no rosto.
Ataques no Irã
Os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã começaram no dia 28 de fevereiro. Segundo o presidente Donald Trump, o objetivo era acabar com a “ameaça” iraniana. Em um dos ataques, o aiatolá Ali Khamenei foi morto.
Em retaliação, o Irã realiza ataques a todo o Golfo Pérsico. Mais de 2 mil pessoas morreram desde o início do conflito.
*Com CNN
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.
