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Mergulhadores acham garrafas de champanhe e mais tesouros de luxo em destroços de naufrágio do século XIX

Itens foram localizados na Suécia; acredita-se que navio levava encomendas para o czar da Rússia ou para a casa real de Estocolmo quando naufragou

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Taças cheias de espumante / Imagem ilustrativa • Rudy and Peter Skitterians / Pixabay

Quase 100 garrafas de champanhe, garrafas de água mineral, porcelanas e outros artigos de luxo foram encontrados por mergulhadores poloneses nos destroços do naufrágio de um navio na costa da Suécia.

O antigo veleiro estava a cerca de 58m de profundidade e os mergulhadores acreditam que a embarcação naufragou quando estava a caminho da casa real de Estocolmo ou da casa do czar russo, em São Petersburgo. O naufrágio foi na segunda metade do século XIX segundo Tomasz Stachura, líder da equipe de mergulhadores.

Surpresas

Os mergulhadores estavam prontos para encerrar o dia, mas dois deles, Marek Cacaj e Pawel Truszynski, decidiram fazer um mergulho rápido e emergiram duas horas depois com a notícia dos destroços e de sua valiosa carga.

"Mergulho há 40 anos e muitas vezes encontramos uma ou duas garrafas em um naufrágio, mas descobrir tanta carga é algo inédito para mim", disse Stachura à The Associated Press esta semana.

A marca de água mineral Selters, que na época acreditava-se ter propriedades medicinais, estava impressa nas garrafas. A marca do champanhe ainda não foi determinada, mas a letra R pode ser vista em uma rolha, disse Stachura.

Ele disse acreditar que o conteúdo ainda está em boas condições: "Nessa profundidade, os destroços estão perfeitamente preservados, a temperatura é constante, não há correntes e está escuro", disse Stachura. "Isso preserva os destroços de uma maneira maravilhosa."

Os especialistas da Champagne e da Selters já entraram em contato com a Baltictech e estão interessados em fazer testes de laboratório no conteúdo das garrafas. Mas são as autoridades suecas que decidirão os próximos passos na exploração dos destroços, disse Stachura.

Mergulhadores da Baltictech já descobriram os destroços do SS Karlsruhe, o último navio a deixar Koenigsberg, na Alemanha, em 1945, como parte da evacuação de civis alemães na Segunda Guerra Mundial.

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