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Lula critica Parlamento Europeu por congelar acordo com Mercosul: 'Bobagem'

Texto será revisado pelo Tribunal de Justiça do bloco, mas terá implementado provisoriamente a partir de 1º de maio

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva • Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta terça-feira (21), a decisão do Parlamento Europeu de pedir a revisão do acordo comercial com o Mercosul ao Tribunal de Justiça da União Europeia. Para o petista, a decisão foi um “equívoco”.

Com o pedido dos eurodeputados, a implementação total do texto fica congelada por vários meses até que haja uma decisão da Corte sobre o tratado. Apesar disso, a Comissão Europeia, órgão executivo do bloco, decidiu pela vigência provisória do acordo a partir de 1º de maio.

“E esse acordo começa a funcionar a partir de 1º de maio, de forma provisória, porque o Parlamento Europeu entrou com recursos na Justiça da União Europeia para tentar hesitar, o que eu acho um erro, um equívoco, sabe, muito grande do Parlamento Europeu”, declarou o petista à imprensa após se reunir com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, em Lisboa.

Uma das principais críticas dos europeus, sobretudo na França, é em relação a uma eventual perda de competitividade dos produtos agrícolas do bloco frente às exportações do Mercosul.

Em sua fala, Lula disse que a premissa é uma “bobagem” e defendeu que, na verdade, há “complementaridade” na pauta.

“Nós não temos agriculturas competitivas. Temos muita similaridade entre a nossa agricultura, temos complementaridade. É sempre uma bobagem achar que um vai acabar com a agricultura do outro. Não é assim que se faz comércio internacional. O comércio internacional, ele só dá resultado se você não quiser sufocar o teu cliente. É preciso que o cliente sobreviva para ser teu cliente. E é isso que nós queremos, que a nossa relação com a União Europeia seja a mais sofisticada possível”, pontuou.

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.