Grok anuncia novas medidas para geração de imagens no X após polêmicas com deepfakes

O anúncio foi feito após o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, anunciar uma investigação sobre a xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk

Grok, IA de Elon Musk

Após várias polêmicas envolvendo a geração de deepfakes com o chatbot ‘Grok’, o X, de Elon Musk, anunciou nesta quarta-feira (14) várias medidas para impedir a transformação de fotos de pessoas reais em imagens de conteúdo sexual.

A rede social anunciou que “bloqueará geograficamente a capacidade” de todos os usuários do Grok e do X para criar imagens de pessoas de “biquínis, roupas íntimas e outras peças similares” nas jurisdições em que essas ações sejam consideradas ilegais.

“Implementamos medidas tecnológicas para impedir que a conta do Grok permita a edição de imagens de pessoas reais com roupas reveladoras, como biquínis”, afirmou a equipe de segurança do X.

“Esta restrição se aplica a todos os usuários, incluídos os assinantes do serviço pago”, acrescentou.

O anúncio foi feito após o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, anunciar uma investigação sobre a xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, por “facilitar a produção em larga escala de montagens íntimas não consentidas” utilizadas para “assediar mulheres e meninas na internet”, sobretudo no X.

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“Temos tolerância zero para a criação e disseminação, com IA, de imagens íntimas não consentidas ou de material pedopornográfico”, acrescentou o procurador-geral. A investigação determinará “se, e como, a xAI violou a lei”.

Na semana passada, o Grok tentou desviar das críticas ao criar uma nova política para geração de imagens. Apenas assinantes do Grok poderiam criar novas fotos na plataforma.

Esse anúncio, porém, aumentou ainda mais as críticas. O premiê britânico, Keir Starmer, afirmou que a medida era um afronte às vítimas e não uma solução. A agência reguladora de mídia britânica, Ofcom, abriu uma investigação para determinar se o X descumpriu a legislação do Reino Unido em relação às imagens sexualizadas.

Indonésia e Malásia proibiram o uso do Grok devido à polêmica. Já a Índia afirmou que o X eliminou milhares de publicações e contas de usuários em resposta às queixas.

Uma análise da Al Forensics, organização sem fins lucrativos sediada em Paris, em mais de 20 mil imagens geradas pelo Grok apontou que mais da metade delas representavam pessoas com pouca roupa, sendo 81% mulheres e 2% menores de idade.

*Com AFP

Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

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