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Filha de presidente do Paraguai é criticada por camiseta com frase 'Taxem os pobres'

Na última quinta-feira (5), o presidente Santiago Peña anunciou, nas redes sociais, que renunciaria ao cargo após o colapso do banco Ueno, a maior instituição financeira digital do Paraguai

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Costanza Peña é estudante da Universidade de Columbia, em Nova York, nos Estados Unidos. • Reprodução / Redes Sociais.

A filha do presidente paraguaio Santiago Peña, que enfrenta um processo de impeachment no Congresso, foi alvo de críticas nas redes sociais nesta sexta-feira (6), após internautas resgatarem uma imagem em que ela aparece posando diante do espelho de uma academia, usando uma camiseta com a frase em inglês "Tax The Poor", que significa algo como "taxem os pobres", em português.

Costanza Peña é estudante da Universidade de Columbia, em Nova York, nos Estados Unidos.

Na última quinta-feira (5), o pai dela anunciou, nas redes sociais, que renunciaria ao cargo após o colapso do banco Ueno, a maior instituição financeira digital do país. A renúncia ocorreu durante um processo de impeachment que tramita contra ele no Congresso paraguaio, já aprovado por unanimidade na Câmara dos Deputados. Nesta sexta-feira, o Senado retoma a sessão que irá julgar o caso.

A oposição a Peña defendia que a renúncia fosse rejeitada pelos parlamentares, argumentando que a saída voluntária permitiria que ele assumisse uma vaga de senador vitalício, conforme previsto na legislação paraguaia, com direito a foro privilegiado.

O presidente é acusado de conflito de interesses, uso indevido de recursos públicos e encobrimento de irregularidades relacionadas ao Ueno, liquidado na última terça-feira (3). Até o ano passado, ele era acionista do grupo proprietário do banco. A instituição financeira contava com cerca de 3 milhões de clientes e concentrava aproximadamente US$ 850 milhões, o equivalente a R$ 4,6 bilhões, em depósitos públicos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social do Paraguai.

O colapso financeiro e a liquidação do Ueno provocaram o congelamento de contas bancárias de milhões de clientes, atingindo diretamente trabalhadores, aposentados e empresas.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

 

 

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