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EUA demitem integrantes da alta cúpula militar em meio à guerra no Oriente Médio

Alta cúpula militar norte-americana foi pega de surpresa pelas demissões consideradas 'abruptas'

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A informação foi confirmada pelo secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth.
A informação foi confirmada pelo secretário de de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth. • U.S. Air Force Staff Sgt. Madelyn Keech.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, demitiu o chefe do Estado-Maior do Exército e outros dois generais, em meio à guerra no Oriente Médio que acontece há pouco mais de um mês. Fontes informaram à CNN Internacional que a alta cúpula do Exército foi pega de surpresa pela decisão, considerada "abrupta".

Um oficial do Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, informou à CNN Internacional que Hegseth ordenou, na quinta-feira (2), a aposentadoria imediata do general Randy George que ocupava o cargo de chefe do Estado-Maior do Exército. Os outros dois generais demitidos foram:

  • Chefe dos capelães, major-general William Green Jr.
  • Comandante do Comando de Transformação e Treinamento do Exército, general David Hodne.
Na foto, general Randy George, major-general William Green Jr e general David Hodne • Reprodução / Redes Sociais
Na foto, general Randy George, major-general William Green Jr e general David Hodne • Reprodução / Redes Sociais

O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, confirmou a saída de Randy George em uma publicação na rede social X. No texto, ele anuncia a aposentadoria do general e agradece o serviço prestado por ele.

"O general Randy A. George se aposentará de seu cargo como o 41º chefe do Estado-Maior do Exército, com efeito imediato. O Departamento de Guerra agradece as décadas de serviço do general George à nossa nação", escreveu.

George foi informado sobre a demissão por meio de um telefonema do secretário de Defesa dos EUA, enquanto estava em uma reunião. Horas depois, ele conversou pessoal com a equipe sobre o anúncio. A fonte informou à CNN, sob anonimato, que os funcionários se mostraram "muito estoicos" ao receber a notícia.

As demissões aconteceram um dia após o pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a guerra com o Irã. Na Casa Branca, o republicano apontou que os EUA intensificarão os ataques contra o país persa e sugeriu que o conflito poderia encerrar em duas ou três semanas.

Procuradora-geral dos EUA também é demitida

Ainda na quinta-feira (2), Trump anunciou a demissão da procuradora-geral Pam Bondi. A informação foi divulgada na própria rede social do republicano, a Truth Social.

Presidente dos EUA, Donald Trump, e Pam Bondi • Reprodução / X @PamBondi
Presidente dos EUA, Donald Trump, e Pam Bondi • Reprodução / X @PamBondi

No texto, o presidente norte-americano afirmou que Pam Bondi é "amada" e começará em um novo emprego no setor privado. O presidente norte-americano também apontou que o procurador-geral adjunto, Todd Blanche, assumirá o cargo.

Segundo informações obtidas pela CNN, o presidente dos EUA teria conversado com aliados sobre a possibilidade da demissão de Bondi. Ele também teria avisado ela na quarta-feira (1º). Uma fonte descreveu que a conversa foi "dura", com Trump indicando que Bondi não ficaria muito tempo no cargo e que ele a substituiria em breve.

Pessoas ouvidas ainda pontuaram que Bondi teria sido informada de que receberia um cargo diferente em um outro momento. Na conversa, o republicano afirmou que teria a chance de nomeá-la juíza após a saída do Departamento de Justiça.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.