Oriente Médio: EUA priorizam encontrar acordo com Irã, diz secretário de Defesa
Em coletiva de imprensa nesta terça (31), Pete Hegseth não descartou possibilidade de continuar ataques contra o país persa

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou, nesta terça-feira (31), que o foco principal do país é encontrar um acordo que encerre a guerra com o Irã, no Oriente Médio. Mas, o norte-americano não descartou que os ataques continuem caso não tenha um cessar-fogo.
Em coletiva de imprensa no Pentágono, Hegseth disse que o trabalho dos EUA é "garantir que o Irã perceba que este novo regime, este regime no poder, estará em uma situação melhor se fechar esse acordo".
Mesmo destacando na fala que o "esforço principal" do país é encontrar um acordo, o secretário de Defesa pontuou que, caso não seja possível encontrar um equilíbrio entre os EUA e Irã, as forças norte-americanas estão preparadas para "continuar".
Ainda sobre o acordo, Hegseth afirmou que o presidente Donald Trump está responsável por "determinar exclusivamente" quando os objetivos dos EUA no Irã “estiverem completos e quando for do interesse do povo americano fechar esse acordo”.
Entenda o conflito no Oriente Médio
Donald Trump anunciou, em 28 de fevereiro, que os Estados Unidos atacariam o Irã com o objetivo de destruir as forças armadas do país e seu programa nuclear. Desde então mais de duas mil pessoas morreram.
Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”. De acordo com Trump, os EUA “não aguentam mais”. Na ocasião, Israel também anunciou ataques contra o Irã.
Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Um aspecto importante do conflito envolve o fechamento do Estreito de Ormuz, uma passagem marítima estreita localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, classificado como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo.
Sem previsão para um acordo entre os países que possa pôr fim ao conflito, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organizações das Nações Unidas (ONU) estimou que mais de 45 milhões de pessoas poderão passar fome se a guerra no Oriente Médio se estender até junho deste ano. A pesquisa foi divulgada pelo diretor-executivo adjunto do PMA, Carl Skau, em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (17). Na ocasião, Skau disse que "a fome nunca foi tão grave como agora".
*Com AFP e CNN
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



