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Em abrigo após terremotos, venezuelanos comemoram a vitória da Espanha na Copa do Mundo

Em escola transformada em abrigo em Caracas, vítimas do terremoto encontram na Copa um respiro em meio à reconstrução

Por e 
Venezuelanos acompanharam a final da Copa do Mundo em um abrigo • Reprodução Vídeo

O futebol surge como um momento de alegria em meio à tragédia dos terremotos que atingiram a Venezuela em junho. Em uma escola utilizada como abrigo em Propátria, na Regional Oeste de Caracas, cerca de 400 pessoas da periferia da capital venezuelana, que tiveram suas casas destruídas pelo desastre, se reuniram neste domingo (19) para acompanhar a final da Copa do Mundo entre Argentina e Espanha.

Mesmo em meio às perdas, o clima no abrigo ganhou um respiro. Moradores se organizaram em torno de televisores para acompanhar a decisão entre Argentina e a Espanha, disputada no MetLife Stadium, nos Estados Unidos. Os venezuelanos vibraram com a vitória Espanha no jogo da final da Copa do Mundo.

Veja o vídeo:

Terremoto já soma mais de 5 mil mortos

O balanço oficial divulgado neste sábado (18) elevou para 5.119 o número de mortos pelo terremoto que atingiu o país em 24 de junho. A cifra de feridos permanece em 16.740, enquanto 17.907 pessoas continuam desabrigadas.

De acordo com o governo, mais de 850 edifícios foram danificados e 190 ruíram por completo, principalmente em Caracas e em La Guaira, onde equipes de resgate seguem trabalhando para recuperar corpos ainda soterrados.

Futuro incerto

Passado quase um mês da tragédia, ainda paira a incerteza sobre como será reconstruída a vida de milhares de pessoas que perderam suas casas. A Venezuela já havia enfrentado outras duas grandes catástrofes ambientais na região: o terremoto de 1967 e as enchentes de 1999.

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Lorena Vieira é estagiária do Portal Itatiaia e estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais. Com experiências diversas, já trabalhou como repórter, produtora e apresentadora de coluna semanal no programa Agenda, da Rede Minas. Além de outras experiências como social media e comunicação de projetos culturais.

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Mineiro de Urucânia, na Zona da Mata. Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Ouro Preto (2024), mesma instituição onde diplomou-se jornalista (2013). Na Itatiaia desde 2016, faz reportagens diversas, com destaque para Política e Cidades.

 

 

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