Trump diz que países que dependem de Ormuz ‘devem ter coragem’ para tomar estreito
Presidente dos Estados Unidos disse que as nações que dependem do acesso para passagem de Petróleo podem comprar o combustível americano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um discurso à nação sobre o andamento da guerra contra o Irã nesta quarta-feira (1°). Um dos tópicos abordados pelo republicano foi o Estreito de Ormuz; o acesso foi duramente impactado pelo conflito, uma vez que muitos países suspenderam a passagem de produtos pelo local após o Irã ameaçar bombardear os navios que navegassem pelo estreito.
De acordo com o americano, as nações que dependem do acesso para a passagem de Petróleo devem “tomar conta da passagem”. O mandatário disse que os Estados Unidos podem ajudar os países com essa empreitada e deu duas sugestões para que isso ocorra.
“Isso pode ser feito facilmente. Nós podemos ajudar, mas eles devem liderar isso e proteger o petróleo do qual eles dependem tanto. Se não, eles não terão combustível. Eu tenho uma sugestão: número 1 é comprar petróleo dos Estados Unidos… nós temos bastante; número 2: ter coragem… coragem ali que está atrasada… isso deveria ter sido feito antes, nós pedimos isso, as pessoas devem ir até o estreito e tomá-lo, protegê-lo, usá-lo”, disse.
Trump afirmou os americanos não precisam se preocupar com o estreito, já que são os produtores número 1 de gás e petróleo do mundo, “isso sem contar os milhões de barris que estão chegando à Venezuela”, acrescentou o republicano. “Por causa das políticas do Governo Trump nós produzimos mais petróleo que a Arábia Saudita e a Rússia juntos”, afirmou.
Ainda no discurso desta quarta (1°), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (1º) que os "objetivos centrais" da guerra contra o Irã estão quase completos. Em pronunciamento, o republicano disse que o conflito deve ser encerrado "em breve" e de "forma rápida".
"Nós vamos terminar o trabalho de forma rápida. Estamos muito próximos disso", disse. No pronunciamento, Donald Trump também citou os 13 combatentes americanos que perderam suas vidas no conflito. "Nós estamos honrados por terem completado sua missão", acrescentou.
Ainda segundo Trump, o conflito foi motivado pelo "desejo do Irã" de possuir armas nucleares. "Eles estavam construindo um grande contingente de mísseis balísticos, que poderiam atingir os Estados Unidos, a Europa e qualquer lugar da Terra. Queriam produzir quantos fossem possíveis, incluindo algumas armas que ninguém imaginava", justificou.
O presidente americano disse ainda que buscou conter a produção de armas nucleares por "meio diplomático". No entanto, segundo Trump, esse caminho não se tornou possível. "Por anos, todos achavam que eles não teriam arma nuclear, que eram apenas palavras. Mas nós estamos acabando com toda essa capacidade, que também ameaçava a América", pontuou.
Trump ainda citou a preocupação da população americana com o aumento dos preços dos combustíveis por causa do conflito. O presidente responsabilizou o Irã, a quem definiu como uma "ameaça para a humanidade". "O Irã não deve ser confiável. Eles queriam ter armas nucleares e iriam usá-las muito em breve", reforçou.
Entenda o conflito no Oriente Médio
Donald Trump anunciou, em 28 de fevereiro, que os Estados Unidos atacariam o Irã com o objetivo de destruir as forças armadas do país e seu programa nuclear. Desde então mais de duas mil pessoas morreram. Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”. De acordo com Trump, os EUA “não aguentam mais”. Na ocasião, Israel também anunciou ataques contra o Irã.
Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Um aspecto importante do conflito envolve o fechamento do Estreito de Ormuz, uma passagem marítima estreita localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, classificado como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo.
Sem previsão para um acordo entre os países que possa pôr fim ao conflito, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organizações das Nações Unidas (ONU) estimou que mais de 45 milhões de pessoas poderão passar fome se a guerra no Oriente Médio se estender até junho deste ano. A pesquisa foi divulgada pelo diretor-executivo adjunto do PMA, Carl Skau, em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (17). Na ocasião, Skau disse que "a fome nunca foi tão grave como agora".
*Com AFP e CNN
Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo
Jornalista formado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH) e pós-graduado em Jornalismo nos Ambientes Digitais pela mesma instituição. Possui experiência como repórter, produtor e coordenador de telejornal.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.





