EUA aceitam consulta do Brasil à OMC, mas dizem que 'tarifaço' é questão de 'segurança nacional'
A solicitação do Brasil inclui uma investigação aberta pelo Escritório do Representante Comercial americano sobre supostas tarifas preferenciais injustas e outras medidas

Os Estados Unidos aceitaram a consulta feita pelo Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC), mas consideraram que algumas ações citadas pelo Brasil, como o 'tarifaço', são "questões de segurança nacional".
A solicitação do Brasil inclui uma investigação aberta pelo Escritório do Representante Comercial americano (USTR) sobre supostas tarifas preferenciais injustas, o comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, a aplicação de medidas anticorrupção e a proteção da propriedade intelectual, além do acesso ao mercado de etanol e o desmatamento ilegal.
Os EUA aceitou a consulta, feita pelo Brasil no início de agosto, mas afirmou que algumas dessas ações "não são suscetíveis de revisão ou de resolução por meio de solução de controvérsias na OMC". Recentemente, o setor privado dos EUA pediu novas exclusões e alívio de tarifas ao Brasil.
"O Presidente (Donald Trump) determinou que essas ações eram necessárias para lidar com a emergência nacional decorrente de condições refletidas em grandes e persistentes déficits anuais no comércio de bens dos EUA com parceiros comerciais, ameaçando a segurança nacional e a economia dos Estados Unidos".
O Brasil não acumula superávit com os norte-americanos.
*Com Estadão Conteúdo
Mestrando em Comunicação Social na UFMG, é graduado em Jornalismo pela mesma Universidade. Na Itatiaia, é repórter de Cidades, Brasil e Mundo



