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Em meio à guerra, Irã busca retomada de diálogo com os Estados Unidos

Chanceler iraniano viaja ao Paquistão e aumenta expectativa por negociações, apesar de negativas sobre encontro direto

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Donald Trump, presidente dos EUA
Donald Trump, presidente dos EUA • Daniel Toro | White House.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, chegou nessa sexta-feira (24) a Islamabad, capital do Paquistão, para tratar de possíveis caminhos que permitam retomar o diálogo com os Estados Unidos.

A visita ocorre em meio a uma guerra que já dura cerca de oito semanas, deixou milhares de mortos e provocou impactos na economia mundial, especialmente no preço do petróleo.

Segundo informações divulgadas por agências internacionais como a Reuters e a CNN, há uma expectativa de que o Irã apresente alguma proposta para atender às exigências dos EUA, embora ainda não esteja claro o conteúdo dessa oferta.

O ex-presidente americano Donald Trump afirmou que as conversas estão acontecendo com pessoas que têm poder de decisão no governo iraniano.

Apesar disso, autoridades iranianas negaram que exista um encontro direto marcado com representantes dos Estados Unidos no Paquistão. A estratégia, por enquanto, seria usar o país como intermediário para transmitir posições e tentar avançar nas negociações.

O cenário é tenso

De um lado, os EUA realizaram ataques e impuseram restrições; do outro, o Irã bloqueou o Estreito de Ormuz, uma rota essencial para o transporte de petróleo no mundo. Esse impasse tem afetado o abastecimento global e feito os preços dos combustíveis dispararem.

Mesmo com as dificuldades, o governo americano sinaliza algum otimismo. A Casa Branca afirma ter visto pequenos avanços recentes e espera novos progressos nas conversas previstas para este fim de semana.

Em resumo, ainda não há acordo fechado, mas existem movimentações diplomáticas importantes em curso. A possibilidade de negociação traz alguma esperança de redução das tensões, embora o conflito e seus efeitos continuem impactando vários países.

Conflito no Oriente Médio

Donald Trump anunciou, em 28 de fevereiro, que os Estados Unidos atacariam o Irã com o objetivo de destruir as forças armadas do país e seu programa nuclear. Desde então mais de duas mil pessoas morreram. Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”. De acordo com Trump, os EUA “não aguentam mais”. Na ocasião, Israel também anunciou ataques contra o Irã.

Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

Pouco antes do conflito completar dois meses, Irã confirmou, em 7 de abril, o acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos por duas semanas. Neste período, uma rodada de negociações para uma trégua definitiva aconteceu no Paquistão, mas os países não chegaram a um acordo.

Próximo do fim do prazo, presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu, em 21 de abril, estender o cessar-fogo firmado entre o país e o Irã “até que seus líderes e representantes apresentem uma proposta unificada”.

Sem previsão para um acordo entre os países que possa pôr fim ao conflito em definitivo, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organizações das Nações Unidas (ONU) estimou que mais de 45 milhões de pessoas poderão passar fome se a guerra no Oriente Médio se estender até junho deste ano. A pesquisa foi divulgada pelo diretor-executivo adjunto do PMA, Carl Skau, em março. Na ocasião, Skau disse que "a fome nunca foi tão grave como agora".

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