Edmundo González pede que Forças Armadas o levem ao poder na Venezuela

Opositor de Nicolás Maduro divulgou um vídeo nas redes sociais em que faz um apelo às Forças Armadas e aos órgãos de segurança do país para que reconheçam sua liderança

Imagem do político da oposição venezuelana Edmundo González

O político da oposição venezuelana Edmundo González divulgou um vídeo nas redes sociais em que faz um apelo às Forças Armadas e aos órgãos de segurança do país para que reconheçam sua liderança e o conduzam ao poder, após o ataque dos Estados Unidos a Caracas e a captura do presidente Nicolás Maduro.

Na gravação, publicada no domingo (4), González se autodenominou “presidente” da Venezuela e afirmou que as forças militares devem cumprir o que chamou de “mandato soberano” expresso nas eleições de 28 de julho de 2024. Segundo ele, sua lealdade, como comandante em chefe, estaria vinculada à Constituição, ao povo e à República.

Leia também
Delcy Rodríguez é reconhecida como presidente interina da Venezuela por militares

“Faço um apelo calmo e claro às Forças Armadas Nacionais e às forças de segurança do Estado. O dever de vocês é sustentar e cumprir o mandato soberano expresso em 28 de julho de 2024”, declarou. González classificou o momento como “histórico” e disse que a transição deve ocorrer com “calma, clareza e compromisso democrático”.

A manifestação ocorre um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que não acredita que a oposição venezuelana, em especial a líder María Corina Machado, tenha apoio ou respeito suficientes para governar o país.

Trump anunciou ainda o reconhecimento provisório de Delcy Rodríguez como líder interina da Venezuela e declarou que os Estados Unidos passariam a “governar” a nação latino-americana.

Leia também
Tudo que se sabe sobre a captura e prisão de Maduro pelos Estados Unidos

No vídeo, González também cobrou a libertação de todos os presos políticos no país. Segundo ele, a normalização da Venezuela só será possível com o fim das detenções por motivação política e com o respeito inequívoco à vontade popular expressa nas eleições de julho.

“A verdadeira normalização do país só será possível quando todos os venezuelanos privados de liberdade por motivos políticos forem libertados e quando a vontade da maioria for respeitada”, afirmou.

* Informações com CNN

Leia também

A Rádio de Minas. Tudo sobre o futebol mineiro, política, economia e informações de todo o Estado. A Itatiaia dá notícia de tudo.

Ouvindo...