General detalha atuação do Exército na fronteira do Brasil com a Venezuela

Exército patrulha fronteira em Roraima e afirma que fluxo segue normal, sem a necessidade de reforço

Movimentação na fronteira da Venezuela, em Roraima, segue normal

O general Roberto Angrisani, comandante da primeira brigada de infantaria de selva, responsável pela faixa de fronteira com a Venezuela em Roraima, disse que o fluxo de imigrantes para o Brasil está estável. Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (5), o militar afirma inclusive que houve uma ligeira diminuição na passagem de venezuelanos desde a operação dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro.

O oficial explica que a unidade patrulha a região desde a década de 1970 e, desde 2018, lançou as Operação Controle e Acolhida, para regularizar a entrada de venezuelanos no país. Segundo Angrisani, desde a operação no último sábado (3), ainda não houve a necessidade de reforço.

“Obviamente nós redobramos a atenção ao local, o monitoramento maior, o patrulhamento mais constante durante o dia. Mas em termos de efetivo, temos 129 militares e temos tropas em Boa Vista. O confronto entre os dois países não têm efeito sobre a atuação da nossa tropa na fronteira. A nossa atuação é a manutenção do território brasileiro e apoio na operação acolhida. Não tem efeito para nós”, disse o general Angrisani.

Questionado se o bloqueio da fronteira no lado venezuelano, com o caminho até a capital Caracas controlado pelo Exército do país vizinho, poderia ter um impacto sobre a queda no fluxo, o militar afirma que não há expectativa de aumento de imigrantes na fronteira.

“As informações são de que não há indicadores de que esse fluxo de venezuelanos vai aumentar, mas se houver esse aumento nós vamos buscar aumentar também a nossa presença. São informações que a gente observa da mídia aberta, e da nossa própria observação”, completou.

A reportagem da Itatiaia foi até Roraima para acompanhar a situação da fronteira com a operação dos Estados Unidos na Venezuela. A repórter e colunista Edilene Lopes também tentou avançar para o país vizinho, mas encontrou bloqueios no caminho até Caracas.

A equipe caminhou por cerca de 200 km no lado venezuelano e passou por quatro postos do Exército local. Moradores também avisaram que a estrada até Caracas estaria fechada, com a possibilidade de prisão das pessoas que tentassem passar. O governo também exige vistos específicos para jornalistas, mas não concede o documento. A Itatiaia segue acompanhando de perto a escalada da crise dos EUA com a Venezuela.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista de política da Itatiaia e podcaster no “Abrindo o Jogo”. Mestre em ciência política pela UFMG e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México). Na Itatiaia desde 2006, já foi apresentadora e registra no currículo grandes coberturas nacionais, internacionais e exclusivas com autoridades, incluindo vários presidentes da República. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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