O general Roberto Angrisani, comandante da primeira brigada de infantaria de selva, responsável pela faixa de
O oficial explica que a unidade patrulha a região desde a década de 1970 e, desde 2018, lançou as Operação Controle e Acolhida, para regularizar a entrada de venezuelanos no país. Segundo Angrisani, desde a operação no último sábado (3), ainda não houve a necessidade de reforço.
Em tribunal, Maduro se declara inocente de acusações dos EUA Na ONU, Brasil condena operação dos EUA na Venezuela e defende a paz na América do Sul
“Obviamente nós redobramos a atenção ao local, o monitoramento maior, o patrulhamento mais constante durante o dia. Mas em termos de efetivo, temos 129 militares e temos tropas em Boa Vista. O confronto entre os dois países não têm efeito sobre a atuação da nossa tropa na fronteira. A nossa atuação é a manutenção do território brasileiro e apoio na operação acolhida. Não tem efeito para nós”, disse o general Angrisani.
Questionado se o bloqueio da fronteira no lado venezuelano, com o caminho até a capital Caracas controlado pelo Exército do país vizinho, poderia ter um impacto sobre a queda no fluxo, o militar afirma que não há expectativa de aumento de imigrantes na fronteira.
“As informações são de que não há indicadores de que esse fluxo de venezuelanos vai aumentar, mas se houver esse aumento nós vamos buscar aumentar também a nossa presença. São informações que a gente observa da mídia aberta, e da nossa própria observação”, completou.
A reportagem da Itatiaia foi até Roraima para acompanhar a situação da fronteira com a operação dos Estados Unidos na Venezuela. A repórter e colunista Edilene Lopes também tentou avançar para o país vizinho, mas encontrou bloqueios no caminho até Caracas.
A equipe caminhou por cerca de 200 km no lado venezuelano e passou por quatro postos do Exército local. Moradores também avisaram que a estrada até Caracas estaria fechada, com a possibilidade de prisão das pessoas que tentassem passar. O governo também exige vistos específicos para jornalistas, mas não concede o documento. A Itatiaia segue acompanhando de perto a escalada da crise dos EUA com a Venezuela.