Armamento de civis por Maduro preocupa militares na fronteira com o Brasil

Em Pacaraima, na fronteira entre os dois países, o efetivo da Polícia Militar teria passado de 100 para 160 agentes após a captura do venezuelano

Pacaraima, na fronteira do Brasil com a Venezuela.

O governo de Roraima reforçou o patrulhamento da Polícia Militar (PMRR) no município de Pacaraima, na fronteira do Brasil com a Venezuela, após a captura de Nicolás Maduro por militares dos Estados Unidos.

À Itatiaia, o comandante-geral da corporação, coronel Overlan Lopes, afirmou que o regime de Maduro armou civis com armas de alto calibre, como fuzis, para defender, se necessário, a soberania do território venezuelano. Por isso, segundo ele, a segurança no entorno da fronteira foi reforçada. “Sabemos que milicianos foram armados — faccionados, traficantes, pessoas de má índole — para defender o país [Venezuela], e não sabemos até que ponto esses indivíduos podem resistir à ação dos Estados Unidos”, explicou.

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De acordo com o comandante, a Polícia Militar de Roraima tem atuado em colaboração com órgãos federais, incluindo as Forças Armadas, para “resguardar a segurança” do território brasileiro. A cidade de Pacaraima, segundo o militar, conta com um efetivo de cerca de 100 agentes, mas, após a captura de Maduro, outros 60 policiais foram deslocados para reforçar o policiamento ostensivo.

O comandante-geral da PMRR afirmou ainda que a corporação enviou veículos blindados e armamentos, como fuzis e carabinas, para a região de fronteira.

Fluxo na fronteira

Até o momento, no entanto, a situação na fronteira entre Brasil e Venezuela é considerada “tranquila”. O Exército brasileiro é responsável pelas abordagens e pela orientação de pessoas que transitam entre os dois países.

Apesar da ausência de intercorrências graves, o comandante-geral da PMRR avalia que a segurança na fronteira poderia ser reforçada com o fechamento do posto fronteiriço. “O fluxo de pessoas está considerável e, com certeza, se o lado brasileiro estivesse fechado, seria uma vantagem para nós. Mas, de qualquer forma, estamos fazendo o nosso melhor”, afirmou à reportagem.

Ele disse ainda que o governo de Roraima solicitou ao governo federal o fechamento temporário da fronteira entre os países, mas que a medida segue em discussão.

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.

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