Contra o 'turismo de nascimento', EUA anunciam que revogaram mais de 600 vistos em julho
Secretário de Estado apontou que organizações ilegais estariam explorando as leis de imigração ao orientar estrangeiros a fraudar o sistema de vistos, organizar viagens e hospedagem e até falsificar documentos para facilitar a entrada de gestantes no país

O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, divulgou, nesta quarta-feira (12), que o governo comandado por Donald Trump revogou mais de 600 vistos de cidadãos estrangeiros no mês de julho. A medida foi classificada como parte de uma ofensiva contra o "turismo de nascimento" — prática que acontece quando pessoas de outros países viajam aos EUA para que os filhos tenham a cidadania estadunidense.
Marco Rubio apontou que organizações ilegais estariam explorando as leis de imigração ao orientar estrangeiros a fraudar o sistema de vistos, organizar viagens e hospedagem e até falsificar documentos para facilitar a entrada de gestantes nos EUA. Por isso, em uma tentativa de combater a prática, o Departamento de Estado criou uma força-tarefa dedicada a identificar atividades suspeitas de portadores de visto e eliminar os supostos grupos criminosos.
Em uma publicação nas redes sociais, Rubio afirmou que a cidadania estadunidense "não está à venda" e classificou o turismo de nascimento como um abuso das leis do país. "O Departamento de Estado utilizará todas as ferramentas disponíveis para desmantelar redes de turismo de nascimento e defender a integridade da cidadania dos Estados Unidos", escreveu.
Mudanças no direito à cidadania

Nos Estados Unidos, a 14ª Emenda da Constituição garante cidadania automatica à maioria das pessoas nascidas em território estadunidense, independentemente da nacionalidade dos pais.
O princípio, conhecido como jus soli (direito ao solo), é frequentemente citado em debates sobre imigração e turismo de nascimento. Entretanto, Donald Trump assinou, na última semana, dois decretos para restringir o acesso à cidadania americana para filhos de estrangeiros:
- Casos de turismo de nascimento;
- Impedição do reconhecimento da cidadania estadunidense de crianças nascidas nos EUA que sejam filhas de integrantes de missões diplomáticas.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



