Colômbia mobiliza exército na fronteira com a Venezuela após ataque dos EUA

Governo colombiano ativa posto de comando em Cúcuta, amplia segurança e prepara ajuda humanitária a migrantes

Gustavo Petro, presidente da Colômbia

O governo da Colômbia anunciou uma série de medidas de segurança e assistência humanitária após o ataque aéreo dos EUA em Caracas, capital da Venezuela, registrado na madrugada deste sábado (3), e a captura do presidente daquele país, Nicolás Maduro. As ações incluem a mobilização do exército colombiano na fronteira entre os dois países, a ativação de um posto de comando em Cúcuta e o aumento da proteção em embaixadas.

O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa da Colômbia, o general reformado Pedro Sánchez, que afirmou seguir orientações diretas do presidente Gustavo Petro. Segundo ele, as decisões têm como objetivo proteger a população, garantir a segurança na região de fronteira e oferecer apoio humanitário a migrantes venezuelanos.

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Em mensagem publicada nas redes sociais, Sánchez informou que o Posto de Comando Unificado para assistência humanitária foi ativado em Cúcuta, principal ponto de entrada de migrantes vindos da Venezuela. De acordo com o ministro, a estrutura permitirá uma resposta coordenada das autoridades diante do novo cenário regional.

Além da assistência humanitária, o governo colombiano decidiu mobilizar todos os recursos da Força Pública para antecipar e neutralizar possíveis riscos na fronteira nordeste do país. Sánchez declarou que a ação busca impedir eventuais ataques de grupos armados organizados ilegais que atuam na região.

O ministro também destacou a posição oficial do governo colombiano sobre o contexto internacional, afirmando que as ameaças ao país vêm de organizações criminosas transnacionais, e não de outros Estados.

Como parte das medidas preventivas, a Colômbia reforçou a segurança nas embaixadas dos Estados Unidos e da Venezuela em seu território. O objetivo é proteger diplomatas e evitar incidentes relacionados à tensão regional.

Pedro Sánchez lembrou ainda que, conforme a Constituição colombiana, a condução das relações internacionais é responsabilidade exclusiva do presidente da República, na condição de chefe de Estado.

Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

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