Belo Horizonte
Itatiaia

'A Palestina é nossa', diz líder Mahmoud Abbas na Assembleia Geral da ONU

Abbas participa on-line porque teve seu visto negado pelos Estados Unidos (EUA), assim como toda a comitiva da Palestina

Por
Mahmoud Abbas (na tela), Presidente do Estado da Palestina, discursa no debate geral da octogésima sessão da Assembleia Geral.
Mahmoud Abbas (na tela), Presidente do Estado da Palestina, discursa no debate geral da octogésima sessão da Assembleia Geral.

O líder da Palestina, Mahmoud Abbas, discursou por videoconferência nesta quinta-feira (25), na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em Nova York, nos Estados Unidos.

O palestino participa on-line porque teve seu visto negado pelos Estados Unidos (EUA), assim como toda a comitiva da Palestina.

Em seu discurso nesta quinta, ele abordou o fim dos ataques de Israel na Faixa de Gaza, pediu a entrada urgente de ajuda humanitária no local e libertação dos reféns, além da criação do Estado palestino.

Para o líder, o Estado deve assumir total responsabilidade pela Faixa de Gaza. Ele pediu a garantia de moradia para os civis na Faixa de Gaza, sem deslocamento, e a implementação de um plano de recuperação e reconstrução em Gaza e na Cisjordânia. Abbas rejeitou os ataques do Hamas a Israel.

"Afirmamos, e continuaremos a afirmar, que a Faixa de Gaza é parte integrante do Estado da Palestina e que estamos prontos para assumir total responsabilidade pela governança e segurança lá", afirmou.

Abbas denunciou que o povo palestino "enfrenta uma guerra de genocídio, destruição, fome e deslocamento". "O que Israel está realizando não é meramente uma agressão. É um crime de guerra e um crime contra a humanidade que está documentado e monitorado, e ficará registrado nos livros de história e nas páginas da consciência internacional como um dos capítulos mais horríveis da tragédia humanitária dos séculos XX e XXI", disse.

O líder abordou o plano de Israel para tomar Gaza e o ataque contra o Catar. "[O ataque é] uma violação grave e flagrante do direito internacional", disse.

"Não importa o quanto nossas feridas sangrem, e não importa quanto tempo esse sofrimento dure, isso não quebrará nossa vontade de viver e sobreviver [...] A Palestina é nossa. Jerusalém é a joia do nosso coração e nossa capital eterna. Não deixaremos nossa pátria", afirmou.

Por

Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.