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Na ONU, Lula diz que guerra em Gaza enterra 'mito da superioridade ética do Ocidente'

Em discurso na Assembleia Geral da organização, presidente brasileiro voltou a chamar conflito de 'genocídio' e defendeu a Palestina

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O presidente Lula durante discurso na Assembleia Geral da ONU
O presidente Lula durante discurso na Assembleia Geral da ONU • Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar nesta terça-feira (23) o conflito entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza. Em discurso na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o chefe do Executivo brasileiro classificou a guerra novamente como um “genocídio”.

“Nenhuma situação é mais emblemática do uso desproporcional e ilegal da força do que a da Palestina. Os atentados terroristas perpetrados pelo Hamas são indefensáveis sob qualquer ângulo. Mas nada, absolutamente nada, justifica o genocídio em curso em Gaza”, declarou.

Segundo Lula, além das vítimas enterradas sob os escombros do conflito, como mulheres e crianças, “também estão sepultados o Direito Internacional Humanitário e o mito da superioridade ética do Ocidente”.

“Esta é a solução defendida por mais de 150 membros da ONU, reafirmada ontem, aqui neste mesmo plenário, mas obstruída por um único veto", declarou o petista, em referência à cúpula promovida pela França e Arábia Saudita no dia anterior para discutir a implementação da criação do Estado palestino.

O presidente brasileiro criticou ainda o fato de a delegação palestina ter seu visto negado pelos Estados Unidos para participar da ONU e destacou que o alastramento do conflito por outros países do Oriente Médio “fomenta escalada armamentista sem precedentes".

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.