Israel diz que vai investigar tiros contra ambulâncias em Gaza; ataque deixou 15 mortos

Crescente Vermelho palestino afirmou, no último domingo (30), que recuperou os corpos de 15 socorristas depois que as forças israelesens atiraram contra ambulâncias que estavam no sul da Faixa de Gaza no mês passado

Ataque contra ambulâncias na Faixa de Gaza deixou 15 mortos no mês passado

O exército de Israel anunciou, nesta quinta-feira (3), que investiga os tiros disparados contra ambulâncias no dia 23 de março. O incidente deixou 15 mortos. O governo defende que seus soldados abriram fogo contra “terroristas” à época.

Em contraponto, o Crescente Vermelho palestino afirmou, no último domingo (30), que recuperou os corpos de 15 socorristas depois que as forças israelesens atiraram contra ambulâncias que estavam no sul da Faixa de Gaza no mês passado.

A organização informou que foram encontrados corpos de oito médicos do Crescente Vermelho, além de seis membros da Defesa Civil de Gaza e de um funcionário de uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU).

Nesta quinta-feira, o tenente-coronel Nadav Shoshani, porta-voz do Exército israelense para a imprensa estrangeira, explicou à AFP que o dossiê sobre o “incidente de 23 de março de 2025" foi “transferido” para um órgão apropriado para uma “investigação”.

Na quarta-feira, o diretor do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), Jonathan Whittall, afirmou que participar na missão que resultou na descoberta dos cadáveres de 15 trabalhadores humanitários, no que descreveu como uma “vala comum”, em Tal Al Sultan, foi “uma experiência chocante”.

“As ambulâncias foram atingidas uma a uma”, explicou, ao descrever os veículos destruídos ao lado da “vala comum”.

O Exército israelense, que reconhece ter atirado contra ambulâncias e veículos de socorro que julgou “suspeitos”, não desmentiu oficialmente o caso da “vala comum”.

Contudo, uma fonte militar israelense, que pediu anonimato, disse à AFP que o Exército havia “contactado as organizações (adequadas) várias vezes para coordenar a retirada dos corpos”.

Segundo a mesma fonte, “considerando as limitações operacionais (e), assumindo que o processo poderia levar tempo, os corpos foram cobertos com lençóis e terra para evitar a deterioração”.

O Exército israelense afirma que identificou entre os mortos um membro do braço armado do movimento islamista palestino Hamas que participou do ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel, que desencadeou a guerra, e “outros oito terroristas do Hamas e da Jihad Islâmica”. (Com AFP)

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