A insônia crônica pode ter relação com alimentos ultraprocessados. Isso é o que indica a nova pesquisa da Universidade Sorbonne Paris Nord, na França. As informações foram divulgadas pelo Fast Company nessa quarta-feira (12).
Os pesquisadores, que publicaram o estudo no Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics, analisaram as respostas de questionários sobre padrões de sono de 38.570 adultos. Eles preencheram um registro alimentar de 24 horas a cada seis meses.
Em média, os participantes relataram que, de toda a dieta, 16% dos alimentos eram ultraprocessados. 19,4% relataram ter insônia crônica. Na segunda etapa do levantamento, as pesquisadoras fizeram um acompanhamento do grupo e descobriram que cada aumento de 10% de alimentos ultraprocessados na dieta, maior o risco de insônia.
A pesquisa considerou alimentos ultraprocessados como aqueles que usam muitos ingredientes, inclusivo aditivo para melhorar o sabor, matérias processadas (gorduras hidrogenadas, etc) e ingredientes raramente usados na cozinha doméstica, como proteína de soja. Alimentos de origem industrial, caracterizados por terem sabor que agrada ao consumidor e que podem ser armazenados por muito tempo.
Veja exemplos
- refrigerantes,
- salgadinhos de pacote,
- molhos prontos,
- macarrão instantâneo,
- embutidos,
- misturas para bolo,
- pães de forma,
- dentre outros.
“Os distúrbios do sono e a insônia representam grandes desafios de saúde pública, dadas as complicações de saúde que acarretam”, escreveram os pesquisadores. “Eles são associados à ansiedade e à depressão, mas também a distúrbios físicos. A compreensão dos distúrbios do sono parece, portanto, essencial para desenvolver estratégias de prevenção bem direcionadas”, finalizou.