Um acidente aéreo ocorrido nesta quarta-feira (24) na Rússia, próximo à fronteira com a Ucrânia, aumentou as tensões entre os dois países, que enfrantam um conflito armado há quase dois anos.
A Rússia acusa Kiev de derrubar o seu avião militar que transportava 65 prisioneiros ucranianos, que seriam trocados por priosioneiros russos.
Todas as pessoas a bordo morreram, incluindo os 65 soldados ucranianos, três militares russos e seis tripulantes.
O incidente aconteceu perto da vila de Yablonovo, na região de Belgorod, há 45 km da Ucrânia.
Enquanto o Kremlin promete apurar as causas do acidente, autoridades russas acusam a Ucrânia de matar os próprios prisioneiros para “culpar” o presidente Vladimir Putin.
O Ministério da Defesa disse que o Exército ucraniano estava ciente da troca entre priosioneiros.
A Rússia alega que dois mísseis foram lançados pela Ucrânia a partir de um sistema de defesa antiaérea, localizado na região de Kharkiv.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o avião caindo verticalmente e explodindo ao atingir o solo, em meio a chamas e muita fumaça.
A Ucrânia derrubou hoje um avião russo de transporte militar Ilyushin Il-76 no oblast de Belgorod. A Rússia afirma que o avião militar transportava prisioneiros de guerra, já a Ucrânia afirma que transportava mísseis e munições. pic.twitter.com/UWGDdRW6OX
— Hoje no Mundo Militar (@hoje_no) January 24, 2024
Ucrânia pede cautela
Por sua vez, o governo ucraniano, do presidente Volodymyr Zelensky, pediu que não fossem tiradas “conclusões apressadas” sobre o caso.
Os serviços de inteligência militar da Ucrânia disse que não possuia informações sobre os passageiros a bordo do avião, que supostamente transportava 65 prisioneiros ucranianos e caiu em solo russo.
A Ucrânia confirmou que tinha uma troca de prisioneiros prevista, mas diz que não foi informada sobre a necessidade de garantir a segurança do espaço aéreo no local do acidente.
O incidente incrementa mais uma capítulo da guerra no Leste europeu, que teve início com invasão russa a Ucrânia, em fevereiro de 2022.
Ambos os países acusam o adversário de ataques e violações dos direitos humanos durante o conflito.
*Com informações da AFP
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