‘Vencer o preconceito’ é fundamental para tratamento de câncer de próstata

Em participação no quadro Itatiaia Entrevista, urologista aponta formas de tratamento da doença e a importância do diagnóstico precoce

Novembro azul: diagnóstico precoce do câncer de próstata tem 90% de chance de cura

O mês de novembro se despede com o alerta para o público masculino: estejam mais atentos ao cuidado com a saúde. O câncer de próstata que, depois do câncer de pele, é o tipo de câncer que mais acomete os homens, matou 47 homens por dia em 2023, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Em participação no quadro Itatiaia Entrevista, o médico urologista Fabrício Siqueira explicou as formas de tratamento para a doença.

“O câncer de próstata tem várias gamas de apresentação, desde um tumor de muito baixo risco até um tumor de muito alto risco. E o tratamento vai variar nessas categorias. Inclusive, nos casos de muito baixo risco, a gente prefere não tratar o paciente, só acompanhar, porque o tratamento às vezes é mais maléfico do que aquela doença que vai ser por muitas vezes indolente”, afirma.

O médico também explicou que a classificação do tumor vai definir o método adequado de tratamento, que pode ser radioterapia ou método cirúrgico - cirurgia aberta, cirurgia laparoscópica ou cirurgia laparoscópica assistida por robôs.

“O tripé de planejamento para a cirurgia é o controle oncológico da doença, a manutenção da função erétil e tem também a questão da incontinência urinária, que é outro problema que pode ocorrer após esse tratamento radical da doença”, explica.

O profissional ainda alerta que o acompanhamento anual é fundamental para prevenir a doença, já que o câncer de próstata é uma doença silenciosa. “Se o paciente esperar que os sintomas apareçam, o diagnóstico vai ser tardio e uma doença que possivelmente não vai poder mais ser curada. O homem deve vencer esse preconceito”, finaliza.

Confira a íntegra da entrevista do urologista Fabrício Siqueira ao repórter Joubertt Telles.

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Désia Souza é jornalista pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), onde também cursou pós graduação em “Mídia e Cidadania” e mestrado em “Comunicação e Poder”. É coordenadora de jornalismo na Itatiaia Juiz de fora, onde também atua como âncora e repórter.

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