Carnaval 2026: a repercussão da desclassificação da Encantos da Vila no desfile de Juiz de Fora

Uma das alegorias não chegou a tempo no Circuito Júlio Guedes. Dirigente, Liga e Funalfa falam sobre a situação.

Encantos da Vila 2026 traria enredo sobre o tempo que Gonzagão viveu em Juiz de Fora

A segunda noite de desfiles das escolas de samba do Carnaval 2026 em Juiz de Fora foi marcada pela desclassificação da escola Encantos da Vila, que traria como enredo o tempo que Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, serviu o Exército no município.

Ela seria a primeira agremiação a desfilar, logo após a escola mirim Império da Torre. No entanto, no horário previsto, às 20h desta segunda (16), um dos carros alegóricos não chegou e a escola foi desclassificada. O anúncio da desclassificação foi feito ainda na Avenida.

“O fato é o seguinte, temos alvará até 0h para fazer o desfile, em respeito às pessoas que estão em pé na Avenida, que vieram ver o desfile, para cumprir o horário determinado para que os desfiles aconteçam. Então essa foi a decisão da Liga e a gente vai respeitar”, disse à Itatiaia o superintendente da Fundação Alfredo Ferreira Lage, Rogério de Freitas, sobre o caso.

Após a apresentação do Real Grandeza, os integrantes remanescentes da Encantos da Vila que esperaram até o fim passaram pelo Circuito Júlio Guedes, sem os carros alegóricos.

A Itatiaia conversou com o presidente da agremiação, o ex-vereador Wanderson Castelar; com o superintendente da Fundação Alfredo Ferreira Lage (Funalfa) e com o compositor e intérprete Edynel Raimundo Vieira sobre a desclassificação.

Problemas com recursos e logística

À Itatiaia, o presidente da Encantos da Vila, o ex-vereador Wanderson Castelar, alegou poucos recursos. “Eu disse que aqueles R$ 32 mil para as escolas do Segundo Grupo era muito pouco dinheiro. Há dois anos, nós participamos do grupo de acesso II, e fomos bem sucedidos, isso porque a gente dobrou os recursos públicos que veio às nossas mãos. A outra coisa é disputar com escolas mais gabaritadas tendo que dobrar, no mínimo, dobrar os R$ 32 mil oferecidos. A gente não conseguiu amealhar recursos junto aos componentes, apoiadores, à comunidade. A gente não teve êxito nisso”.

Castelar também afirmou que houve problema de logística. “Estaríamos aqui, teríamos desfilado no horário agendado. Mas a empresa que está prestando o serviço de puxar os carros a partir dos barracões, não nos atendeu no momento em que a gente terminou o último carro, isso em torno das 19h. As nossas contas estão abertas. Os comprovantes estão juntados. Os comprovantes dos comprovantes que são as coisas que adquirimos, tecidos, instrumentos, contratação de um profissional de jornalismo”.

Integrantes da Encantos da Vila que permaneceram no Circuito Júlio Guedes desfilaram após o Real Grandeza

Homenagem à temporada mineira do Rei do Baião

Autor do samba em homenagem à passagem de Luiz Gonzaga por Juiz de Fora, Edynel Raimundo Vieira, explica o que seria apresentado na avenida.

“O título do enredo da Encantos da Vila é “A história que a história não contou”. A passagem de Luiz Gonzaga aqui em Juiz de Fora. Ele viveu aqui de 1932 a 1937. O início musical de Luiz Gonzaga foi aqui em Juiz de Fora, com várias pessoas conhecidas do meio, Santo Lima, os irmãos Cataldi. Ele serviu no 10º Batalhão de Infantaria, era vizinho do Monte Castelo. Teve uma namorada chamada Helena. Mas, infelizmente, a história não contou novamente”.

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Désia Souza é jornalista pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), onde também cursou pós graduação em “Mídia e Cidadania” e mestrado em “Comunicação e Poder”. É coordenadora de jornalismo na Itatiaia Juiz de fora, onde também atua como âncora e repórter.
Natural de Juiz de Fora, jornalista com graduação e mestrado pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Experiência anterior em Rádio, TV e Internet. Gosta de esporte, filmes e livros. Editora Web na Itatiaia Juiz de Fora desde 2023. Tricampeã na categoria Web/Mídias Digitais no Prêmio Oddone Turolla de Jornalismo, do Sindicomércio JF.

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