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Abrindo o jogo: Novo Tribunal Regional Federal, em Belo Horizonte, será o primeiro do país a não usar papel

A transferência deve durar um mês e nesse período o Tribunal funciona em esquema de plantão

Abrindo o jogo: Novo Tribunal Regional Federal, em Belo Horizonte, será o primeiro do país a não usar nada de papel

O Tribunal Regional Federal da Sexta Região (TRF-6), instalado na última sexta-feira (19) em Belo Horizonte, é o único TRF do Brasil, dentre os seis, que será totalmente virtual, ou seja sem papel, com todos os processos eletrônicos. A transferência dos Processos Judiciais Eletrônicos, do TRF-1, em Brasília, para o TRF-6, na capital mineira, deve levar um mês e nesse período o Tribunal funciona em esquema de plantão.

Cada desembargador deve iniciar os trabalhos com 14 mil processos. Em breve, pode ser que processos de massa, aqueles com decisões parecidas, sejam julgados com o uso de ferramentas de inteligência artificial o que pode agilizar e muito a resposta. Por esse motivo, o TRF-6 é um projeto modelo no Brasil. Outro aspecto que torna a criação do TRF-6 histórica, além de ser uma demanda antiga, é que a primeira presidente é uma mulher, a desembargadora Mônica Sifuentes, entrevista do Abrindo o Jogo de hoje.

Ela explica que Tribunal no mês que vem, já deve lançar um concurso publico, para pessoal na área de informática, já que será totalmente virtual e vai começar a funcionar desta forma, como detalha a desembargadora, presidente do TFR-6.

“A ideia não é ser uma Justiça telemarketing não, né? Vai ser uma forma híbrida. Nós falamos que é um Tribunal totalmente virtual, porque nós não teremos processos de papel. Isso traz novas tendências na análise desses processos com o uso, principalmente, de inteligência artificial, ou seja, processos que são iguais nós podemos utilizar de padrões de julgamento que possam atingir a todos. Claro que há situações específicas e que, pra isso, existe o juiz de carne e osso. Nós não podemos deixar tudo pra máquina.”

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista de política da Itatiaia e podcaster no “Abrindo o Jogo”. Mestre em ciência política pela UFMG e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México). Na Itatiaia desde 2006, já foi apresentadora e registra no currículo grandes coberturas nacionais, internacionais e exclusivas com autoridades, incluindo vários presidentes da República. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil.