Belo Horizonte
Itatiaia

Rota do Tropeiro: veja como o prato impulsiona negócios e alimenta a rotina dos mineiros

Último episódio da série especial da Itatiaia e do Oncêvai mostra como o feijão tropeiro se tornou parte do trabalho e empreendedorismo em Belo Horizonte

Por e 
Poliane da Silva, proprietária do restaurante Lá na Bóia e as irmãs Joana D'Arc e Márcia Maria, proprietárias do Tropeiro Irmãs Nascimento • Luiza Rocha | Itatiaia

O feijão tropeiro está presente nos momentos de celebração, nos encontros entre amigos e nas arquibancadas dos estádios. Mas a força do prato mineiro também pode ser medida na rotina de quem trabalha todos os dias para mantê-lo nas mesas dos consumidores.

No quinto e último episódio da série especial "Rota do Tropeiro - Feijão, Farinha e História", produzida pela Itatiaia em parceria com o Oncêvai, a reportagem foi até a Feira dos Produtores, na região Nordeste de Belo Horizonte, para conhecer histórias de empreendedorismo que têm o tropeiro como protagonista. 

Entre receitas de família e negócios construídos ao longo de décadas, o prato movimenta a economia e alimenta gerações de mineiros.

De pastelaria a restaurante

Uma das histórias encontradas pela reportagem é a de Poliane da Silva, proprietária do restaurante Lá na Bóia. O estabelecimento nem sempre teve o feijão tropeiro como principal atração.

"Eu fazia faculdade de Direito. Aqui abriu como pastelaria, não era restaurante. Aí larguei a faculdade, vim trabalhar com 18 anos e comecei a tocar o negócio", relembra.

Com o passar dos anos, o empreendimento foi mudando de perfil até chegar ao formato atual. Nos últimos cinco anos, Poliane assumiu a gestão ao lado do marido e ajudou a consolidar o restaurante dentro da feira.

Tropeiro do restaurante Lá na Bóia • Luiza Rocha
Tropeiro do restaurante Lá na Bóia • Luiza Rocha

Apesar das adaptações, o carro-chefe permanece o mesmo. "O tropeiro é o que mais sai. É tudo feito com carinho. É o feijão carioca, farinha, linguiça calabresa, bacon, tudo misturado com um jeitinho especial", conta.

Um negócio construído a duas mãos

Outra trajetória marcada pelo feijão tropeiro é a das irmãs Joana D'Arc e Márcia Maria, proprietárias do Tropeiro Irmãs Nascimento.

A história começou há mais de duas décadas, quando Joana foi convidada para se tornar sócia de uma antiga colega de trabalho. O plano inicial era simples, mas acabou se transformando em um negócio consolidado.

"Nós começamos em 2005. Eu ficava na cozinha e ela no balcão. Foi crescendo, fomos colocando funcionários e hoje estamos aqui, graças a Deus, há 22 anos", afirma.

Tropeiro das Irmãs Nascimento • Luiza Rocha | Itatiaia
Tropeiro das Irmãs Nascimento • Luiza Rocha | Itatiaia

Nos primeiros tempos, o objetivo era oferecer uma refeição acessível para os clientes da feira. "Tentamos montar o prato mais barato do mercado. Começou simples e foi expandindo, expandindo. Agora não para mais", conta Márcia.

Segundo Joana, a receita original era bastante enxuta. "Tinha arroz, tropeiro, couve e ovo. Nem carne tinha. Era mais barato e mais fácil de fazer, porque trabalhávamos só nós duas", relembra.

Leia também:

Série especial 

A série especial "Rota do Tropeiro - Feijão, Farinha e História" mostra como o prato está presente em diferentes manifestações culturais e gastronômicas do estado. A reportagem foi em busca de histórias, personagens e tradições que ajudam a explicar por que o feijão tropeiro se tornou um dos maiores símbolos de Minas Gerais.

Os conteúdos serão publicados no site e nas redes sociais da Itatiaia e do Oncêvai.

Por

Ana Luiza Pereira é jornalista formada pela PUC Minas. Repórter multimídia na Itatiaia, possui experiência em rádio, televisão, portal e redes sociais. Atua na produção de conteúdo para as plataformas digitais e colabora com as editorias de Entretenimento e Esporte. Acumula passagens anteriores pela TV Horizonte, Rádio Inconfidência e Rede Minas de Televisão.

Por

Graduada em Jornalismo pela PUC Minas, é repórter da Itatiaia desde abril de 2023, na equipe de redes sociais. Já passou pela redação do jornal Estado de Minas e assessoria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Tem experiência principalmente em vídeos, podcasts e reportagens multimídia.

Por

Somos Bernardo e Renata, o primeiro casal a ter uma coluna de rádio sobre gastronomia no Brasil. Apaixonados por boa comida, viagens, histórias e rolês, criamos em 2016 o Oncêvai, perfil para compilar nossas vivências na capital mineira e outros lugares que visitamos. Aqui falamos de eventos gratuitos em BH e promovemos a nossa forte cultura gastronômica.