Cada vez mais presente nas cozinhas brasileiras, a air fryer ganhou espaço pela promessa de preparar alimentos com menos gordura. O equipamento funciona por meio da circulação de ar quente em alta velocidade, que cozinha os alimentos e simula o efeito da fritura.
O eletrodoméstico se popularizou pela praticidade e pelo apelo de refeições consideradas mais leves, mas especialistas alertam que o uso da air fryer não transforma automaticamente qualquer alimento em opção saudável.
Apesar de rumores que circulam nas redes sociais, não há evidências científicas de que a air fryer seja cancerígena. O risco, segundo especialistas, está mais relacionado ao tipo de alimento preparado e à forma de cozimento.
Alimentos ricos em amido, como batatas e pães, podem formar acrilamida quando submetidos a temperaturas elevadas por longos períodos. A substância surge quando carboidratos e aminoácidos reagem acima de 120 °C e, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pode causar câncer em animais.
Outro ponto de atenção é o consumo de ultraprocessados. Produtos como nuggets e batatas congeladas pré-fritas já contêm gordura, sódio e conservantes adicionados na fabricação, o que reduz o benefício de prepará-los na fritadeira sem óleo.
Apesar dos cuidados, o equipamento pode trazer vantagens. Como dispensa a fritura por imersão, a air fryer reduz significativamente a quantidade de gordura absorvida pelos alimentos. Em alguns casos, a redução calórica pode chegar a até 80%.
A manutenção da air fryer também é essencial. Cestos com revestimento antiaderente danificado ou acúmulo de gordura devem ser evitados, já que podem liberar partículas ou compostos indesejáveis durante o preparo. Limpeza frequente e atenção ao estado das peças ajudam a garantir maior segurança no uso diário.