Stefano Domenicali, CEO e presidente da
A categoria estuda dobrar o número de provas curtas de seis para 12 a partir do próximo ano. Isto porque a Liberty Media, dona da Fórmula 1, constatou um interesse maior do público e dos promotores de evento em relação aos finais de semana de prova regulares.
“O motivo pelo qual começamos a discutir o número de corridas sprint e talvez um formato diferente é devido ao feedback que recebemos dos fãs e dos promotores, de que as pessoas querem ver ação de verdade durante os três dias, então já na sexta-feira o público quer ver algo esportivo. A classificação ou o que for”, afirmou.
“Mesmo que não seja um fim de semana de sprint, existe uma tendência de querer algo diferente. Estamos pensando em manter cada dia em que estivermos na pista relevante”, acrescentou o dirigente.
Na sequência, Domenicali ponderou sobre o impacto da mudança no formato do fim de semana de disputas para os jovens pilotos e destacou que a categoria analisa soluções caso haja o incremento no número de corridas sprint.
“Não me importo de ter mais tempo de treino livre ou sessões para que eles possam correr, porque é claro que em um fim de semana de sprint, um estreante não tem muito tempo para correr”, iniciou Domenicali.
“Esse é um ponto que estamos analisando e em breve apresentaremos algo concreto a esse respeito”, completou.
GP da Turquia voltará ao calendário?
Adiante, o dirigente comentou a possibilidade do Grande Prêmio da Turquia retornar ao calendário da categoria. Cabe destacar que a organização da Fórmula 1 se comprometeu a manter o número atual de provas por ano. Atualmente, são disputados 24 GP’s por temporada.
Além disso, é avaliado um retorno da F1 ao continente africano, com
“Eu diria que essas coisas podem acontecer a partir de 2029, porque temos outros contratos com vencimento próximo, então é uma situação em constante evolução”, afirmou.
"É muito positivo porque temos um problema de qualidade que nos permite decidir para onde queremos ir. Precisamos encontrar a decisão certa, porque não queremos aumentar o número (de corridas). Precisamos trabalhar nisso, mas não vejo isso acontecendo antes de 2029”, confirmou.
Sobre a Turquia, o dirigente pregou cautela e ressaltou que ainda não há acordo selado entre a Fórmula 1 e os organizadores.
“A Turquia ainda não está 100% confirmada. Fiquem atentos às novidades, para deixar bem claro. E isso também serve para responder às pessoas que diziam que havia muitas corridas de rua. As novas pistas que estão chegando são circuitos permanentes e não corridas de rua”, explicou.
“Como eu disse, fiquem atentos à Turquia, mas Portugal está definitivamente lá (em Portimão), Madri é um circuito semipermanente que está sendo trabalhado para estar pronto este ano. Outras alterações são possíveis no futuro, mas queremos manter o número (de 24 corridas)”, finalizou Domenicali.