Boca Juniors é eliminado pelo Cruzeiro, mas se garante no Super Mundial; entenda
Argentinos caíram na Sul-Americana, mas foram beneficiados pela eliminação do Nacional-URU pelo São Paulo, na Libertadores; torneio da Fifa será em 2025, nos EUA

A noite desta quinta-feira (22) não foi apenas de tristeza para o Boca Juniors. Os argentinos foram eliminados pelo Cruzeiro nas oitavas de final da Copa Sul-Americana, com derrota por 5 a 4 nas cobranças de pênaltis, ao mesmo tempo que garantiram vaga no Super Mundial de Clubes de 2025, que terá 32 participantes.
A vaga, via ranking, foi confirmada com a eliminação do Nacional-URU para o São Paulo, na derrota por 2 a 0 no Morumbis, pelas oitavas de final da Copa Libertadores. Fora da disputa, os uruguaios não podem mais alcançar os argentinos na pontuação do ranking criado pela Fifa como classificatório para a sua competição.
O novo Mundial será disputado nos Estados Unidos, entre 15 de junho e 13 de julho do ano que vem, e a América do Sul terá seis vagas. Quatro para os campeões da Libertadores entre 2021 e 2024 e duas via ranking.
Quatro vagas já estavam preenchidas com Palmeiras, Flamengo e Fluminense, respectivamente os campeões da Libertadores de 2021, 2022 e 2023, e o River Plate, que já havia alcançado pontuação no ranking que o deixava como um dos qualificados por este método. Restava uma ao campeão de 2024 e outra pelo ranking.
Mesmo sem jogar a Libertadores em 2025, os 71 pontos somados pelo Boca Juniors nas edições de 2021 a 2023 foram suficientes para se classificar. O Nacional parou nos 57 com a derrota desta quinta. Também ajudaram na classificação do Boca as eliminações do San Lorenzo-ARG, para o Atlético, e do Talleres-ARG, para o River Plate, nas oitavas da Libertadores. Se um desses dois times fosse campeão, o Boca ficaria fora do Super Mundial.
A última vaga sul-americana no Super Mundial, que já tem 30 classificados, será do campeão da edição de 2024, a não ser que o vencedor seja Fluminense, Flamengo ou River, que já têm vaga no Mundial. Se um desses três levantar a taça, o Olímpia, do Paraguai, entra pelo ranking.
Atlético, Botafogo, São Paulo, Colo-Colo-CHI e Peñarol-URU continuam na disputa pela taça e, consequentemente, pela vaga no Super Mundial. O Galo tem boa pontuação no ranking, é o terceiro, com 109 pontos (só atrás de Flamengo e Palmeiras), mas a regra da Fifa permite que apenas dois times por país se classifique, com exceção se houver mais de um campeão continental, que é o caso dos brasileiros, que levaram as últimas três Libertadores.
O novo Mundial
A direção da federação internacional projeta uma receita de US$ 2,5 bilhões (R$ 12,4 bilhões) para o novo Mundial de Clubes.
O torneio será quadrienal, com a seguinte distribuição de vagas: 12 da Europa, seis da América do Sul, quatro das Américas do Norte e Central, quatro da África, quatro da Ásia, um da Oceania e outro representante do país-sede.
Os clubes serão divididos em oito grupos de quatro equipes, com os dois primeiros de cada passando para as oitavas de final, e a partir daí os confrontos serão eliminatórios, até a final. Já são 30 classificados, dos 32 participantes. Resta a vaga da América do Sul e o representante do país-sede. A Federação dos Estados Unidos ainda não definiu o critério que usará para essa indicação.
Os 30 times já classificados para o Super Mundial:
América do Sul (6 vagas)
- Palmeiras - campeão da Libertadores de 2021
- Flamengo - campeão da Libertadores de 2022
- Fluminense - campeão da Libertadores de 2023
- River Plate (Argentina) - via ranking
- Boca Juniors (Argentina) - via ranking
Europa (12 vagas)
- Chelsea - Inglaterra
- Real Madrid - Espanha
- Manchester City - Inglaterra
- Porto - Portugal
- Benfica - Portugal
- Inter de Milão - Itália
- PSG - França
- Bayern de Munique - Alemanha
- Borussia Dortmund - Alemanha
- Juventus - Itália
- Atlético de Madrid - Espanha
- RB Salzburg - Áustria
Américas do Norte e Central (4 vagas)
- Monterrey - México
- Seattle Sounders - EUA
- León - México
- Pachuca - México
África (4 vagas)
- Al-Ahly - Egito
- Wydad Casablanca - Marrocos
- Espérance - Tunísia
- Mamelodi Sundowns - África do Sul
Ásia (4 vagas)
- Al-Hilal - Arábia Saudita
- Urawa Red Diamonds - Japão
- Ulsan Hyundai - Coreia do Sul
- Al Ain (Emirados Árabes)
Oceania (1 vaga)
- Auckland City - Nova Zelândia
Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.



