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O ponto de partida é que a decisão de negociar Veiga não surgiu do Palmeiras, mas do jogador.
O meia tinha desejo de atuar em uma liga diferente e morar fora do Brasil. O Verdão contava com ele para a temporada — contudo, as partes entenderam o momento do clube e do atleta e aceitaram avançar em uma tratativa.
Dentro desse contexto, o América despontou como interessado em contratá-lo. O empréstimo será de uma temporada, com que 100% dos salários arcados pelos mexicanos.
O Palmeiras entende que, como os vencimentos de Raphael Veiga são altos, o total da economia com salários será praticamente uma compensação financeira. Dificilmente um clube aceitaria pagar pelo empréstimo e ainda arcar com todos os vencimentos do camisa 23.
Além disso, o jogador renovou contrato. O vínculo antigo tinha validade até março de 2027, e Veiga assinou até dezembro de 2028.
Portanto, ele poderá voltar e atuar mais uma vez no Palmeiras ou ser negociado novamente no ano que vem. O Verdão não considera a saída como um “adeus” definitivo.
O Palmeiras tem buscado abrir espaço na folha salarial e no elenco para buscar reforços. Isso aconteceu, por exemplo, com Facundo Torres, que foi vendido para o Austin FC-EUA, após ficar somente um ano na equipe paulista.
Veiga é um dos capitães do time e jogador de confiança de Abel Ferreira. O Verdão barrou a saída em ocasiões anteriores.
Maior artilheiro do Palmeiras neste século, Raphael Veiga é torcedor do clube desde a infância. Ídolo, ele conquistou 10 títulos com a camisa alviverde. Além disso, é o jogador com mais gols em finais na história do time paulista, o qual defende desde 2017.