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Clubes brasileiros receberam um terço da premiação da Libertadores em 2023; veja

Números oficiais da Conmebol mostram que boas campanhas fazem equipes do Brasil faturarem bem mais do que rivais de outros países

Os clubes brasileiros dividiram US$ 67,6 milhões (R$ 346,4 milhões) da premiação paga pela Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) aos participantes da edição de 2023 da Copa Libertadores. Isso equivale a 33%, ou um terço, do total distribuído de US$ 202,1 milhões (R$ 1,03 bilhão).

O país em que seus times mais receberam dinheiro, depois do Brasil, foi a Argentina, com US$ 38,6 milhões (R$ 197,8 milhões) distribuídos, equivalente a 19% do montante total. Esses números foram apresentados aos filiados da confederação sul-americana no Congresso da entidade, realizado nesta quinta-feira (11) em Luque, no Paraguai.

Há, claro, o fato de que há mais brasileiros classificados para a competição. No ano passado foram oito, sete por critérios técnicos, além do Flamengo, atual campeão à época.

Os argentinos, por exemplo, tiveram seis concorrentes e os outros países quatro, com exceção do Equador, que teve cinco porque o então atual vencedor da Copa Sul-Americana, o Independiente Del Valle, se classificava automaticamente.

Mas o maior peso está na campanha dos times brasileiros, que avançam mais de fases e, consequentemente, recebem maiores valores.

Em 2023, três brasileiros estiveram entre os semifinalistas: Fluminense, Inter e Palmeiras. O Boca Juniors-ARG conseguiu derrotar o Verdão e foi à decisão contra o Tricolor carioca, quando perdeu a final em partida única disputada no estádio do Maracanã, no Rio, por 2 a 1 na prorrogação.

O Brasil venceu as cinco últimas edições da Libertadores, duas vezes com Flamengo e Palmeiras e uma com o Fluminense. Em três delas, as finais foram entre brasileiros.

O Fluminense, como campeão da edição 2023, faturou no total US$ 27,1 milhões (R$ 138,8 milhões). O Boca, vice-campeão, ganhou 16,4 milhões (R$ 84 milhões), enquanto os semifinalistas Palmeiras e Inter levaram, respectivamente, US$ 9,75 milhões (R$ 49,9 milhões) e 9,15 milhões (R$ 46,8 milhões).

Veja o valor recebido por clubes dividido por países:

  • Brasil: US$ 67,6 milhões (R$ 346,4 milhões) - 33%
  • Argentina: US$ 38,6 milhões (R$ 197,8 milhões) - 19%
  • Colômbia: US$ 17,8 milhões (R$ 91,2 milhões) - 9%
  • Paraguai: US$ 16,05 milhões (R$ 82,2 milhões) - 8%
  • Equador - US$ 13,045 milhões (R$ 66,8 milhões) - 7%
  • Peru - US$ 11,7 milhões (R$ 59,9 milhões) - 6%
  • Bolívia - US$ 11,65 milhões (R$ 59,7 milhões) - 6%
  • Uruguai - US$ 9,85 milhões (R$ 50,4 milhões) - 5%
  • Chile - US$ 8,2 milhões (R$ 42 milhões) - 4%
  • Venezuela - US$ 7,2 milhões (R$ 36,9 milhões) - 3%

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Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.
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