Ratinho, de 69 anos, reagiu ao ser “confundido” com
Nicolás Maduro,
capturado pelos Estados Unidos (EUA) neste sábado (3). Nas redes sociais, uma
suposta imagem do apresentador sendo apontado por um jornal chileno como sendo Maduro começou a viralizar. No entanto, trata-se de uma montagem.
Pelo Instagram, o apresentador compartilhou a imagem e escreveu: “Só o que me faltava, viu?”.
A brincadeira gerou diversas reações. “O importante é os Estados Unidos não confundirem”, disse uma pessoa. “Tem que fazer DNA”, afirmou outra.
“Imagina se pegassem o Ratinho ao invés do Nicolás Maduro?”, cogitou mais uma. “Só por causa do bigode”, apontou um seguidor.
Entenda
Uma imagem viralizou nas redes sociais após a
captura do presidente da Venezuela,
Nicolás Maduro, por agentes dos Estados Unidos, na madrugada desse sábado (3). O conteúdo sugere que um jornal chileno teria se confundido e utilizado a imagem do apresentador
Ratinho para representar o político venezuelano.
No entanto, a publicação é uma montagem. A imagem original foi exibida em 24 de fevereiro de 2024, no telejornal Meganoticias, do Chile, em uma reportagem sobre países aliados da Rússia e da Ucrânia, que estão em guerra desde 2022.
Na versão manipulada que circula nas redes sociais, além de Ratinho aparecer no lugar de Nicolás Maduro, o presidente da China,
Xi Jinping, é representado por uma imagem do personagem Ursinho Pooh.
Já na exibição original, Xi Jinping e Nicolás Maduro aparecem corretamente retratados ao lado de Ebrahim Raisi, então presidente do Irã, e Alexander Lukashenko, presidente da Bielorrússia.
Prisão de Maduro
A operação dos Estados Unidos que acabou com a prisão de Maduro na Venezuela ocorreu após meses de tensão entre os dois países. As Forças Armadas dos Estados Unidos ocupavam o mar do caribe com uma intensa mobilização de tropas, incluindo o maior porta-aviões do mundo e dezenas de caças. Até então, as ações estavam concentradas em atacar barcos que, supostamente, seriam do narcotráfico.
Maduro foi capturado em 47 segundos.
Trump afirmou que os EUA vão governar a
Venezuela até que haja uma transição democrática no país. Ele também ressaltou o interesse nas reservas de petróleo, e afirmou que empresas americanas vão voltar a operar em território venezuelano. Atualmente, a petrolífera americana Chevron já opera com autorização especial, mas empresas como Exxon Mobil foram expropriadas do país.
Sem Maduro, a
vice-presidente Delcy Rodríguez assume interinamente o país. Em pronunciamento, ela afirmou que a Venezuela vai se defender da ofensiva americana e que “jamais será colônia de nenhuma nação”. “Nós estamos prontos para defender a Venezuela, nós estamos prontos para defender nossos recursos naturais, que devem ser para o desenvolvimento nacional”, disse.
Maduro foi levado de avião a Nova York,
onde chegou na noite deste sábado (3) sob forte escolta militar e vai aguardar julgamento em um Tribunal Federal. Segundo a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, o venezuelano é acusado de 20 crimes, incluindo narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. A primeira audiência deve ocorrer já na segunda-feira (5).
O Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta segunda (5) para debater as ações dos EUA na Venezuela.