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Preta Gil: diagnóstico precoce de câncer de intestino tem 90% de cura; saiba quando buscar ajuda

Câncer de Preta Gil foi diagnosticado, inicialmente, no intestino; ela chegou a celebrar a remissão, mas a doença, infelizmente, voltou

Preta Gil será velada no Rio de Janeiro

Preta Gil recebeu o diagnostico de câncer de intestino em janeiro de 2023. Após passar por tratamento, a cantora e empresária anunciou a remissão, em dezembro do mesmo ano. Porém, infelizmente, ela relatou a volta da doença, em quatro lugares de seu corpo, oito meses depois.

Depois de tratar de todas as formas que podia com a medicina do Brasil, a artista mudou-se, em julho de 2024, para os Estados Unidos, em busca da cura total. No entanto, o tratamento experimental no exterior encerrou com a morte de Preta, no último domingo (20), em Nova York.

Além de carregar em seu próprio nome o poder da resistência e da luta, Preta Maria Gadelha Gil Moreira se tornou um símbolo de resiliência e incentivo durante os dois anos e sete meses convivendo — em altos e baixos — com um diagnóstico que, se descoberto precocemente, tem 90% de chances de cura.

Fernando Furlan, médico cirurgião do aparelho digestivo, explica à Itatiaia que o câncer colorretal, conhecido popularmente como câncer de intestino, é um “tumor maligno que se forma na parte final do sistema digestivo, mais especificamente no cólon (intestino grosso) e no reto”.

Segundo ele, a doença costuma surgir na parede do intestino ou dos pólipos, geralmente benignos, mas que podem sofrer mutações ao longo dos anos e se tornar cancerígenos. Além disso, o profissional reforça que esse tipo de câncer é pode ser mais perigoso, uma vez que evolui de forma silenciosa.

“Muitas vezes, ele só é identificado em fases mais avançadas, quando já houve disseminação para outros órgãos, o que reduz significativamente as chances de cura. É justamente essa possibilidade de desenvolvimento assintomático que o torna uma ameaça silenciosa, reforçando a importância da prevenção e de exames periódicos da saúde em geral”, afirma.

Quando buscar ajuda?

Tudo depende dos sintomas, que, apesar de serem silenciosos, na maioria das vezes são eles que fazer o paciente buscar ajuda médica. No entanto, é preciso se atentar ao sinais do seu corpo e, em caso de histórico familiar de câncer colorretal, é importante dar uma atenção a mais e realizar exames específicos.

De acordo com a cirurgiã-geral e oncológica, Fernanda Cardoso Parreiras, professora na Faseh, os sintomas dele podem variar, mas os mais comuns incluem: sangramento nas fezes; alterações no hábito intestinal (como diarreia ou constipação persistente); dor abdominal; sensação de que o intestino não esvaziou completamente e perda de peso sem causa aparente.

“Por isso [ser uma doença silenciosa], o rastreamento regular é tão importante, que muitas vezes se resume a acompanhamento médico e exames básicos disponíveis na atenção primária e, em casos selecionados por orientação médica, realização de colonoscopia”, disse a especialista.

O médico oncologista Henrique de Lins e Horta ressalta que para rastrear, o primeiro exame a ser feito é o de sangue oculto nas fezes. Posteriormente, são indicadas a colonoscopia e a retossigmoidoscopia, podendo, inclusive, dependendo do tamanho do tumor, retirá-lo já no exame.

O profissional explica que antes, o ideal era iniciar o rastreamento do câncer colorretal aos 50 anos de idade, mas, devido ao aumento da doença entre pessoas mais jovens, o indicado é começar aos 45 anos.

Morte Preta Gil

A filha de Gilberto Gil e Sandra Gadelha morreu aos 50 anos no último domingo (20), em Nova York, nos Estados Unidos (EUA). O corpo dela foi repatriado para o Brasil na quarta-feira (23) e chegou no país na quinta-feira (24) para as cerimônias de despedida.

O velório foi aberto ao público, das 9h às 13h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no Centro da capital, na sexta-feira (25). Por lá, fãs e admiradores prestaram as últimas homenagens e se despediram da cantora.

Em seguida, o corpo de Preta foi encaminhado para Crematório e Cemitério da Penitência, no bairro Caju, zona portuária do Rio de Janeiro, onde foi cremado em cerimônia particular para a família e amigos próximos.

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André Viana é jornalista, formado pela PUC-MG. Já trabalhou como redator e revisor de textos, produtor de pautas e conteúdos para rádio e TV, social media, além de uma temporada no marketing.