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Leucemia Linfocítica Crônica: saiba sintomas do câncer incurável de Susana Vieira

Atriz relatou ter também Anemia Hemolítica Autoimune, outra doença que não tem cura

Com leucemia linfocítica crônica, um tipo de câncer, Susana Vieira, de 81 anos, explicou durante participação no “Fantástico”, da TV Globo, que a doença não tem cura, mas que ela está “em paz”. No mesmo programa, Susana recordou ter anemia hemolítica autoimune - as doenças foram descobertas em 2015, mas ganharam repercussão após novos relatos da atriz no domingo (19).

Conforme o Ministério da Saúde, por meio da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), a “Leucemia Linfocítica Crônica (LLC) ocorre quando os linfócitos B (células do sangue responsáveis pela defesa do organismo a partir da produção de anticorpos e pela memória imunológica) passam a se reproduzir de forma acelerada e desordenada e perdem sua função”.

A doença é diagnosticada por meio de exame de sangue, “a fim de contar e identificar células anormais do sangue e observar quais tipos de células estão presentes na amostra analisada e sua quantidade”. A maior parte dos pacientes não precisa de tratamento, porém, em caso de estágio mais avançado, ele se faz necessário.

Dentre os sintomas, estão “inchaço nos linfonodos localizados no pescoço, axila e virilha (também conhecido por ínguas), aumento do baço, diminuição do número de plaquetas no sangue, anemia, cansaço, febre, perda de peso, sensação de saciedade precoce ao se alimentar e excesso de produção de suor à noite”.

A doença é avaliada por meio dos sistemas Rai e Binet, que baseia-se em indicadores físicos - presença de linfonodos, baço e fígado aumentados - e parâmetros sanguíneos - anemia ou redução do número de plaquetas no sangue.

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  • Baixo Risco: Rai 0 - Linfocitose (aumento da contagem de linfócitos acima do esperado).
  • Risco intermediário: Rai I - Linfocitose e linfadenopatia (linfonodos de tamanho, consistência ou quantidade anormais);
    Rai 2 - Linfocitose e aumento do fígado ou do baço, com ou sem linfadenopatia.
  • Alto risco: Rai III - Linfocitose e baixa quantidade de hemoglobina, com ou sem linfadenopatia ou aumento do fígado, baço ou linfonodos;
    Rai IV - Linfocitose e baixa quantidade de plaquetas, com ou sem linfadenopatia ou aumento do fígado, baço ou linfonodos.

Pacientes Binet A e Rai 0, ou seja, sem doença ativa, apenas devem ser monitorados com exames e contagens de células sanguíneas. Os demais podem ser submetidos a quimioterapia.

Tipo de câncer é mais frequente em homens

De acordo com a pasta, a doença é mais frequente em homens, com idade entre 65 e 74 anos. Nos Estados Unidos (EUA), por exemplo, existe uma estimativa que entre 2014 e 2018 a taxa de incidência por ano foi de e 4,9 casos a cada 100.000 indivíduos.

Já no Brasil não há estimativas específicas para este tipo de câncer. No entanto, se levar em consideração todos os tipos de leucemia, foram esperados 5.920 novos casos em homens e 4.890 em mulheres para cada ano entre 2020 e 2022.

Anemia Hemolítica Autoimune (AHAI)

Por outro lado, segundo a pasta, “a anemia hemolítica autoimune (AHAI) é uma condição rara, na qual os anticorpos podem reagir contra as células do sangue. A recomendação para tratamento é o uso de corticosteroides e imunossupressores”.

“Quando o paciente não reage ao tratamento com os medicamentos, a retirada cirúrgica do baço ou de parte dele é indicado, devido ao excesso de substâncias que são produzidas pelo corpo e, em função da condição do paciente, acabam sobrecarregando esse órgão”, acrescenta.


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Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‘NaTelinha’ e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.
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