Azar ou força da concorrência? O Oscar 2026 acontece já no próximo mês e enquanto artistas como Katharine Hepburn e Meryl Streep acumulam estatuetas, há atores que também entraram para a história do Oscar — mas por um outro motivo. Muitos artistas são conhecidos justamente por baterem na trave: são frequentemente indicados mas nunca levaram de fato a estatueta dourada para casa. Saiba quem são!
Certamente, as indicações ao Oscar - o principal prêmio da indústria cinematográfica internacional - são sempre celebradas. Mas ficar um bom tempo sendo indicado e não levar ao menos um troféu para a casa pode gerar, além de frustração, debates sobre o “azar” entre os corredores das salas de cinema.
Gleen Close
A atriz americana, que interpretou ‘Cruela De Vil’ em “101 Dálmatas”, é uma das recordistas em indicações. Com mais de quatro décadas de carreira, Glenn foi indicada oito vezes ao Oscar, por filmes como “Atração Fatal”, “Ligações Perigosas” e “A Esposa”. Apesar do prestígio e das performances elogiadas, sempre bateu na trave e nunca levou a estatueta para casa.
A artista foi indicada ao Oscar em 1983, como atriz coadjuvante por “O Mundo Segundo Garp"; em 1984, também como coadjuvante por “O Reencontro"; em 1985, novamente como coadjuvante por “Um Homem Fora de Série"; em 1988, como atriz por “Atração Fatal"; em 1989, como atriz por “Ligações Perigosas"; em 2012, como atriz por “Albert Nobbs"; em 2019, como atriz por “A Esposa"; e em 2021, como atriz coadjuvante por “Era uma Vez um Sonho”.
Gleen Close é uma das mais indicadas ao Oscar
Peter O’Toole
Considerado por muitos um dos maiores atores do cinema britânico, Peter O’Toole tem uma carreira marcada por intensidade dramática e personagens históricos complexos. Intérprete de ‘Lawrence’ da “Arábia” (1962), tornou-se mundialmente conhecido com o papel, que simboliza uma de suas maiores atuações. Com oito indicações e nenhuma vitória no Oscar, Peter é um dos atores mais lembrados quando o assunto é “recordistas sem estatueta”. Apesar das oito indicações sem sucesso, ele recebeu um Oscar honorário em 2003 por sua carreira, consolidando seu status como lenda do cinema.
O ator foi indicado ao Oscar oito vezes, todas na categoria de Melhor Ator: em 1963 por “Lawrence da Arábia"; 1965 por “Becket"; 1969 por “O Leão no Inverno"; 1970 por “Adeus, Mr. Chips"; 1973 por “A Classe Dominante"; 1981 por “O Dublê (The Stunt Man)"; 1983 por “O Favorito do Rei (My Favorite Year)"; e 2007 por “Vênus”, sua última indicação, mais de quatro décadas após a primeira.
Richard Burton
Sete indicações ao Oscar e nenhuma vitória. Richard Burton é um dos grandes nomes da história do cinema a nunca ter conquistado a estatueta competitiva. Artista galês de forte conhecido pelo “drama”, Burton destacou-se principalmente nas décadas de 1960 e 1970, tornando-se referência em papéis intensos e personagens históricos.
O ator foi indicado ao Oscar sete vezes, todas como Melhor Ator: em 1953 por “Minha Prima Raquel"; em 1964 por “Becket"; em 1965 por “O Espião que Veio do Frio"; em 1967 por “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?"; em 1969 por “Ana dos Mil Dias"; em 1978 por “Equus"; e em 1979 por “Equus” (cerimônia referente ao ano anterior).
Amy Adams
Com seis indicações ao Oscar e nenhuma vitória, Amy Adams é um dos principais nomes do cinema contemporâneo entre os recordistas sem estatueta. A atriz estadunidense se destacou a partir dos anos 2000 e construiu uma carreira marcada por papéis versáteis, alternando dramas intensos, filmes políticos e produções de grande alcance comercial - como “Liga da Justiça”.
Amy foi indicada ao Oscar seis vezes: em 2006 como atriz coadjuvante por “Junebug"; em 2009 como coadjuvante por “Dúvida"; em 2011 como coadjuvante por “O Vencedor"; em 2014 como coadjuvante por “Trapaça"; em 2014 como atriz por “Trapaça” (ano da cerimônia referente a 2013); e em 2019 como atriz coadjuvante por “Vice”.
Deborah Kerr
Deborah Kerr é uma das atrizes clássicas mais lembradas entre os recordistas sem estatueta. A escocesa acumula seis indicações ao Oscar e construiu carreira forte entre as décadas de 1940 e 1960, destacando-se em dramas românticos e épicos históricos. Em 1994, Kerr recebeu um Oscar honorário pelo conjunto de sua carreira, reconhecimento de sua importância no cinema.
Deborah Kerr foi indicada seis vezes, todas como Melhor Atriz: em 1950 por “Edward, Meu Filho"; em 1954 por “A Um Passo da Eternidade"; em 1957 por “O Rei e Eu"; em 1958 por “Deus Sabe Quanto Amei (Heaven Knows, Mr. Allison)"; em 1960 por “Páginas da Vida (Separate Tables)"; e em 1969 por “A Noite do Iguana”.
Thelma Ritter
Com seis indicações ao Oscar e nenhuma vitória, Thelma Ritter é uma das maiores recordistas na categoria de atriz coadjuvante. Especialista em papéis de apoio marcantes, a atriz estadunidense brilhou nas décadas de 1950 e 1960, com personagens espirituosas e cheias de personalidade. Sua sequência de indicações em um curto período consolidou seu nome como um dos mais lembrados entre os talentos reconhecidos, mas nunca premiados.
Ritter foi indicada seis vezes, todas como Melhor Atriz Coadjuvante: em 1951 por “A Malvada (All About Eve)"; em 1952 por “O Homem que Vendeu a Alma (The Mating Season”); em 1953 por “Anjo do Mal (With a Song in My Heart)"; em 1954 por “Inferno nº 17 (Pickup on South Street)"; em 1955 por “Janela Indiscreta (Rear Window)"; e em 1960 por “Confidências à Meia-Noite (Pillow Talk)”.