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Com câncer não curável, Susana Vieira desabafa: ‘não adianta fazer transplante’

Atriz tem leucemia linfocítica crônica e anemia hemolítica autoimune; entenda as doenças

Susana Vieira, de 81 anos, relembrou o diagnóstico de leucemia linfocítica crônica - um tipo de câncer - e de anemia hemolítica autoimune, sendo ambas doenças não curáveis, durante participação no “Fantástico”, na TV Globo, nesse domingo (19). A atriz participou do programa para falar sobre sua trajetória de vida, esmiuçada no livro “A senhora do meu destino”, assinado por ela e o dramaturgo Mauro Alencar.

No momento em que falava sobre os cuidados com a saúde, Susana abordou a doença. “Como tudo... arroz, feijão, farinha... adoro farinha. Como pão e tudo. Esses negócios de fazerem coisas na cara, não me chamam atenção, porque eu não precisei e, por isso, não faço. Não sou contra! A minha testa, na hora que eu achar que me incomoda, eu farei um botox, mas já sofri tanto injeção na vida por causa da doença que eu tive”, inicia.

Ela continua: “Eu tenho leucemia linfocítica crônica, que é uma doença. Não tem cura e não adianta fazer transplante de medula. Eu também tenho outra doença de sangue que se chama anemia hemolítica autoimune. Óbvio que na medida que você vai ficando com mais idade você fica preocupada, então essa doença parece que foi Deus. Me deixou em paz. Ou eu estou mais em paz talvez.”

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‘Mais viva do que nunca’

Ao relembrar seu papel em “Terra e Paixão” como Cândida Ferreira, Susana reflete. “Morri com tanta raiva, não consigo, acho besteira me matarem em uma novela. Quem perde é o público”, comentou.

“Tem uma coisa espiritual que eu acho que entra dentro de mim e me faz fazer esses personagens. Eu consigo talvez botar a tristeza da minha vida pessoal de muitas vezes não ter dado certo em alguns casamentos ou ter passado por momentos de doença. Eu consigo me alegrar porque aqui eu estou viva, mais viva do que nunca dentro do estúdio dessa empresa”, diz.

Nascida como Sônia Maria Vieira Gonçalves, ela conclui. "É muita pouca gente que me conhece e talvez eu me proteja através dela. Eu fui criada por um general e isso me ensinou a ter disciplina”.

Ao fim da sua participação, Susana destaca: “Eu continuo ligada no amor, no sexo. O que eu quero dizer é que quando você continua desejando alguma coisa, você continua viva e bonita. Deseje que seja um pão com manteiga, um emprego melhor, que seja um homem, uma mulher. Deseje! [...] O meu verbo não é sonhar, é desejar, seja o que for”, encerra.

Entenda as doenças

Conforme o Ministério da Saúde, a “Leucemia Linfocítica Crônica (LLC) ocorre quando os linfócitos B (células do sangue responsáveis pela defesa do organismo a partir da produção de anticorpos e pela memória imunológica) passam a se reproduzir de forma acelerada e desordenada e perdem sua função”.

A doença é diagnosticada por meio de exame de sangue, “a fim de contar e identificar células anormais do sangue e observar quais tipos de células estão presentes na amostra analisada e sua quantidade”. A maior parte dos pacientes não precisa de tratamento, porém, em caso de estágio mais avançado, ele se faz necessário.

Dentre os sintomas estão: “inchaço nos linfonodos localizados no pescoço, axila e virilha (também conhecido por ínguas), aumento do baço, diminuição do número de plaquetas no sangue, anemia, cansaço, febre, perda de peso, sensação de saciedade precoce ao se alimentar e excesso de produção de suor à noite”.

Por outro lado, segundo a pasta, “a anemia hemolítica autoimune (AHAI) é uma condição rara, na qual os anticorpos podem reagir contra as células do sangue. A recomendação para tratamento é o uso de corticosteroides e imunossupressores”.

“Quando o paciente não reage ao tratamento com os medicamentos, a retirada cirúrgica do baço ou de parte dele é indicado, devido ao excesso de substâncias que são produzidas pelo corpo e, em função da condição do paciente, acabam sobrecarregando esse órgão”, acrescenta.


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Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‘NaTelinha’ e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.
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