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Em ‘prova de fogo’, Sepultura ‘quebra tudo’ na despedida de Belo Horizonte

Com estreia de novo baterista, banda mineira iniciou a turnê “Celebrating life through death” onde tudo começou há 40 anos

Sepultura celebra ‘vida através da morte’ na despedida em Belo Horizonte nesta sexta-feira (1º)

Com ingressos esgotados, o Sepultura subiu ao palco da Arena Hall, às 21h30, para fazer seu último show em Belo Horizonte, na noite desta sexta-feira (1º), na mesma cidade onde tudo começou há 40 anos.

Formada em 1984 no bairro Santa Tereza, na Zona Leste da capital mineira, o Sepultura se tornou a maior banda de heavy metal do Brasil, com enorme reconhecimento internacional. O show não decepcionou e passou por, basicamente, todas as fases da carreira.

Com uma formação inédita, bem diferente da original, a turnê de despedida (“Celebrating life through death”) celebra a vida da banda através da morte e “quebrou tudo” em sua estreia em BH.

A “prova de fogo” foi a estreia do baterista norte-americano Greyson Nekrutman, de 21 anos, enfrentando um um público fiel e exigente, que cresceu acompanhando a banda, com uma relação íntima com sua musicalidade.

Pela primeira vez, ele se uniu a Derrick Greene (vocal), Andreas Kisser (guitarra) e Paulo Jr (baixo) no palco para representar o legado do Sepultura em sua “Terra Natal”.

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Retorno às origens

Logo de cara, a abertura do show enlouqueceu a platéia com três músicas do álbum “Chaos A.D.” (1993) em sequência: “Refuse/Resist’, “Territory” e “Slave New World”.

De camisas pretas, uma multidão de headbangers lotou a casa e sacudiu a pista com diversas rodas de mosh pits. A cada música, os metaleiros gritavam o nome da banda com euforia, para a emoção dos artistas.

O Sepultura tocou por 1h30, apresentando um conjunto de 22 músicas que abrangeu tanto a fase antiga quanto a mais recente da banda.

Grande parte do repertório inclui hits da formação clássica do Sepultura com os irmãos Igor e Max Cavalera, nos anos 1980 e 1990.

Músicas dos álbuns “Morbid Visions” (1986), “Schizophrenia” (1987), “Beneath the Remains” (1989), “Arise” (1991), “Chaos A.D.” (1993) e “Roots” (1996) foram o auge da noite.

O setlist também contou com faixas dos últimos álbuns, como “Quadra” (2021) e “ Machine Messiah” (2017), que não deixam a desejar em comparação com outros.

Além disso, a performance incluiu a musicalidade brasileira com a todos integrantes tocando percussão na música “Kaiowas”, do “Chaos A.D.” (1993).

O fechamento “alucinou” os fãs com o medley de “Ramatha” e “Roots Bloody Roots”, que encerrou a jornada histórica do Sepultura nos palcos de Belo Horizonte com “chave de ouro”.

Veja o setlist completo abaixo.

“Prova de fogo”

A grande expectativa da noite estava na estreia do novo baterista, após a saída de Eloy Casagrande de forma repentina. Foi a primeira troca na formação da banda desde 2011.

Com a substituição de última hora, o Sepultura trouxe o norte-americano Greyson Nekrutman, de 21 anos, que vem da banda norte-americana Suicidal Tendencies.

O desafio era ver como o baterista iria se adaptar à banda com o pouco tempo de ensaio e tocando um estilo mais pesado do que estava acostumado nos EUA.

A performance não decepcionou os fãs. O público, de forma geral, aprovou a estreia do baterista e gritou seu nome durante o show. Nekrutman ficou emocionado e agradeceu o carinho.

No entanto, ficou nítido que o baterista teve dificuldade em algumas músicas e chegou a pedir orientação de Andreas Kisser para a introdução de “Troops of Doom”, do álbum Morbid Vision (1986) - lançado quando ele não era nem nascido.

No final, Greyson Nekrutman parecia satisfeito com a performance e saiu do palco abraçando a banda, sem esconder a felicidade pela estreia.

O Sepultura segue neste sábado (2) para Juiz de Fora (MG), na Zona da Mata. A turnê “Celebrating life through death” vai passar por oito cidades brasileiras e 20 países estrenageiros, entre a Europa e a América Latina.

Em seus 40 anos de carreira, o grupo mineiro viajou por 80 países, conquistando uma grande legião de fãs internacionais.

Em entrevista ao portal Rockast, o guitarrista Andreas Kisser sugeriu a possibilidade de convidar ex-membros do Sepultura para participar da despedida, mas essa chance única não se materializou em Belo Horizonte (MG).

Veja o setlist da turnê “Celebrating life through death”:

  1. Refuse/Resist
  2. Territory
  3. Slave New World
  4. Phantom Self
  5. Dusted
  6. Attitude
  7. Kairos
  8. Means to an End
  9. Cut-Throat
  10. Guardians of Earth
  11. Mind War
  12. False
  13. Choke
  14. Escape to the Void
  15. Kaiowas
  16. Sepulnation
  17. Biotech Is Godzilla
  18. Agony of Defeat
  19. Troops of Doom
  20. Arise
  21. Ratamahatta
  22. Roots Bloody Roots

Agenda turnê “Celebrating life through death” no Brasil:

  • Belo Horizonte: 1 de março (ESGOTADO)
    Local: Arena Hall
  • Juiz de Fora (MG): 2 de março
    Local: Estacionamento Cultural
  • Brasília (DF): 9 de março
    Local: Arena Lounge
  • Uberlândia (MG): 15 de março
    Local: Castelli
  • Porto Alegre (RS): 21 de março
    Local: Araújo Vianna
  • Curitiba (PR): 22 de março
    Local: Live
  • Florianópolis (SC): 23 de março
    Local: Arena Opus
  • São Paulo (SP): 6 e 7 de setembro (ESGOTADOS) | Data extra: 8 de setembro
    Local: Espaço Unimed

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Formado em Jornalismo pela UFMG, com passagens pelo jornal Estado de Minas/Portal Uai. Hoje, é repórter multimídia da Itatiaia.