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Netflix lança documentário que Luísa Sonza arrependeu de ter feito

‘Se Eu Fosse Luísa Sonza’ chegou ao streaming nesta quarta-feira (13) e descreve a cantora como a ‘mais polêmica do Brasil’

Luísa Sonza abre o jogo sobre polêmicas, relacionamentos e expõe todas as suas vulnerabilidades em um dos períodos mais difíceis da sua vida em novo documentário da Netflix

O documentário “ Se Eu Fosse Luísa Sonza” foi lançado pela Netflix nesta quarta-feira (13). Dividido em três episódios, “O Mundo é um moinho”, “Eu sou a minha pior hater” e “Escândalo íntimo”, a série documental descreve a artista como a “cantora pop mais polêmica do Brasil” e percorre pela “vida amorosa, carreira, controvérsias e a criação do novo álbum.”

Porém, antes do lançamento, Luísa confessou arrependimento em ter feito o documentário por considerá-lo muito “invasivo”. Conforme a voz de “Chico”, entre o fim de 2022 e o início deste ano, ela enfrentou uma depressão profunda. Foi neste período de saúde mental abalada que ela gravou o documentário para a Netflix em parceria com a Conspiração filmes.

"É uma série sobre o processo de ‘Escândalo Íntimo’ e conta sobre a minha vida. Mostra tudo. Várias coisas que nunca falei sobre todos os assuntos”, contou ao “De Frente com Blogueirinha” no fim do mês passado.

“Eles me pegaram muito nos meses que eu estava bem depressiva. Os meus surtos são muito mais sobre saúde mental, de não está bem, do que de outra coisa. Não que eu não seja [grossa]. Sou muito direta em tudo”, declarou ao ser perguntada se era grossa com sua equipe. Hoje, ela disse estar ótima, ainda mais por ter se afastado das redes sociais.

Ela dispara sobre o documentário: “É muito invasivo e é difícil. Você tem que voltar em um monte de coisa que você não quer voltar. Você tem que falar um monte de coisa que você não quer falar. Eles perguntam tudo, eles te pressionam.”

A cantora é questionada se a série é polêmica. “Não sei se vai, mas vindo de mim, né?”, responde. Ela esclarece sobre as falas anteriores. “A gente entrou em consenso. É conversado e chegado à uma conclusão. Não é uma questão de certo e errado, pelo amor de Deus... Inclusive, a Bela é uma diretora incrível, eles foram legais comigo, só que é isso... não é fácil.”

Luísa explica o motivo: “O povo te filmando o tempo todo, você fica toda engessada. É muito difícil você ter uma naturalidade e eu estava com a cabeça muito ruim naquela época. Eu olhava para a câmera e ficava assim [força um sorriso].”

Ela conta que no momento das gravações bateu um arrependimento de ter aceitado. “Naquele momento sim, eles sabem [...] Se fosse hoje, por exemplo, eu estaria muito melhor psicologicamente, eu ia fazer uma entrevista melhor, ia ser filmada diferente, ia tá com o cabelo bonito. Ia fazer VT, ia fazer muito VT”, brinca.

Apesar disso, Luísa ressalta: “Tá lindo o documentário.” No entanto, ao ser perguntada se tinha se emocionado, ela volta a fazer uma confissão. “Não quero falar sobre isso. Foi horrível minha reação. Eu vi algumas vezes e cada vez que tinha que editar ou falar alguma coisa... Você se vê de fora. É um choque tão grande. Por outro lado, foi assim que melhorei da cabeça, porque olhei e falei ‘meu Deus, tô nesse estado aí?’”

Ela explica que estava bastante vulnerável durante todos os meses de gravação e que gostaria de estar “um pouquinho menos.”

Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‘NaTelinha’ e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.