A carreira de Engenheiro de Segurança do Trabalho na Petrobras é apontada como uma das oportunidades mais estratégicas para profissionais que desejam ingressar na estatal.
A análise é de Willian Rabello, engenheiro mecânico, aprovado em concurso público e especialista em preparação para concursos. Segundo ele, a ênfase em Engenharia de Segurança do Trabalho se destaca por um diferencial importante: aceita qualquer formação em Engenharia, além de Arquitetura ou Arquitetura e Urbanismo, desde que o candidato possua pós-graduação específica na área.
O que faz o engenheiro de Segurança do Trabalho na Petrobras
De acordo com o último edital, o profissional atua na elaboração e execução de planos preventivos e corretivos voltados à preservação da integridade física de trabalhadores, parceiros e clientes, além da continuidade operacional e da proteção ao meio ambiente.
Também cabe ao cargo a fiscalização técnica e administrativa de contratos de bens e serviços.
Para Willian Rabello, trata-se de uma função estratégica dentro da companhia. “Segurança do trabalho é prioridade absoluta em qualquer operação da Petrobras. É uma área essencial e com forte reconhecimento interno”, afirma.
Quais são os requisitos
Para concorrer ao cargo, o candidato precisa ter:
- Diploma de graduação (bacharelado) em qualquer Engenharia, Arquitetura ou Arquitetura e Urbanismo, reconhecido pelo MEC;
- Pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho ou Engenharia de Segurança;
- Registro no CREA como Engenheiro de Segurança do Trabalho.
Segundo Rabello, esse é o grande diferencial da ênfase. “É uma das poucas áreas que aceitam qualquer engenharia como formação de base. O filtro está na pós-graduação obrigatória”, explica.
Quantas vagas já foram ofertadas
No último concurso realizado pela Petrobras (edital 2021.1), foram ofertadas 110 vagas para Engenharia de Segurança do Trabalho, considerando vagas imediatas e cadastro de reserva.
Para o especialista, o número demonstra o potencial da área. “Com mais de cem oportunidades e exigência de especialização, a concorrência tende a ser mais qualificada, mas também mais restrita”, analisa.
Como é a prova
A seleção para nível superior na Petrobras costuma ter 70 questões, divididas em:
- 20 questões de Conhecimentos Básicos (Português e Inglês), de caráter eliminatório;
- 50 questões de Conhecimentos Específicos.
Rabello alerta que muitos candidatos subestimam a parte básica. “Português e Inglês eliminam. Não adianta ir muito bem nas específicas e esquecer o mínimo exigido nas básicas”, destaca.
O conteúdo específico abrange três grandes eixos:
- Prevenção e controle de riscos;
- Higiene ocupacional e acidentes do trabalho;
- Saúde, ergonomia, legislação e normas técnicas.
Entre os temas mais cobrados estão Normas Regulamentadoras (NRs), análise de riscos (APR, HAZOP, FMEA), gestão de segurança, sistemas ISO, proteção contra incêndio, higiene ocupacional e legislação trabalhista.
Estratégia de preparação
Segundo Willian Rabello, a preparação exige organização. Ele orienta:
- Garantir domínio em Português e Inglês, por serem eliminatórios;
- Revisar o conteúdo da pós-graduação de forma estratégica;
- Priorizar Normas Regulamentadoras;
- Treinar análise de riscos com foco no setor de petróleo e gás;
- Resolver questões da banca Cesgranrio, tradicional organizadora do concurso.
Para o especialista, acompanhar notas de corte anteriores também é fundamental para estabelecer uma meta realista de desempenho.
Salário e benefícios
A remuneração segue o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da Petrobras, além de benefícios como participação nos lucros, plano de saúde, previdência complementar, auxílio-alimentação e possibilidade de adicionais para trabalho embarcado.
Para profissionais que já possuem pós-graduação em Segurança do Trabalho, a ênfase pode representar uma oportunidade estratégica de ingresso na estatal. “Quem já investiu na especialização precisa enxergar essa área como uma porta real de entrada na Petrobras”, conclui Rabello.