Ditador saudita reunião bilateral com presidente Lula
Em junho, na França, Lula havia cancelado um jantar com o príncipe

O príncipe herdeiro da Arabia Saudita, Mohamed Bin Salman, desmarcou a reunião bilateral que teria na tarde deste sábado (9), em Nova Délhi, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em junho, durante missão internacional na França, Lula chegou a marcar um jantar com Salman, que é considerado um líder autoritário, mas cancelou o evento após repercussão negativa.
O saudita é o mesmo que presenteou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a esposa, Michelle Bolsonaro, com as polêmicas joias que fizeram com que o casal virasse alvo de investigação no Brasil.
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A reunião com o príncipe seria a primeira bilateral de Lula durante a Cúpula do G20. Na sexta-feira (8), a equipe do brasileiro informou que o encontro estava confirmado. No entanto, neste sábado (09), a assessoria do petista atualizou a informação e avisou que "a reunião com os sauditas foi cancelada, por situação de urgência na delegação deles".
Já a reunião com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, aconteceu. O turco está no comando do país há 20 anos, desde 2003, e críticos afirmam que ele mantem a Turquia sob um regime autoritário, tendo controle de 90% da mídia.
Na agenda de Lula ainda constam reuniões bilaterais com os chefes de Estado da França e da Holanda.
Discurso de Lula no G-20
Lula discursou pela primeira vez na abertura do G-20 da Índia. O Brasil assume, em 1º de dezembro, a presidência rotativa da entidade e organizará o próximo encontro dos países com as maiores economias do mundo, em 2024, no Rio de Janeiro.
Antecipando os rumos do grupo durante a sua gestão, o presidente brasileiro anunciou a criação de uma Força Tarefa para Mobilização Global contra a Mudança do Clima. "O G20 deve impulsionar esse esforço, respeitando o conceito de responsabilidades comuns, porém diferenciadas e valorizando todas as três convenções da Rio 92: de clima, biodiversidade e desertificação", afirmou.
Lula também voltou a criticar os países desenvolvidos e cobrou os líderes mundiais sobre uam "dívida acumulada" e uma "promessa não cumprida" com as nações em desenvolvimento.
"Quem mais contribuiu historicamente para o aquecimento global deve arcar com os maiores custos de combatê-lo. Esta é uma dívida acumulada ao longo de dois séculos. Desde a COP de Copenhague, os países ricos deveriam prover US$ 100 bilhões por ano em financiamento climático novo e adicional aos países em desenvolvimento. Essa promessa nunca foi cumprida", disparou.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.
