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Meta apresenta tecnologias para óculos de realidade virtual

Objetivo da companhia é tornar atividades no metaverso mais realistas

Mirror Lake deve reunir as diferentes tecnologias desenvolvidas pela companhia

Tornar o metaverso mais parecido com o mundo real é parte do projeto da Meta. Mark Zuckerberg, CEO da companhia, diz que a companhia busca conectar pessoas e, para isso, a sensação de presença física é um dos aspectos mais importantes. A corporação desenvolve tecnologias em diferentes segmentos para criar essa sensação de presença.

Isso porque, para a Meta, o realismo leva à imersão perfeita. Assim, no futuro, pode ser possível conversar a distância com a sensação de estar em um mesmo espaço físico. Inicialmente, a empresa demonstrou propostas de óculos para serem usados nesse ambiente. 

O objetivo do trabalho da equipe de realidade virtual da empresa é passar no teste de Turing visual, que oferece visão em realidade virtual ou aumentada tão real que não pode ser distinguida do mundo real. O teste de Turing, criado nos anos 50 pelo cientista da computação britânico Alan Turing, avalia se uma máquina tem inteligência suficiente para se passar por um humano.

A Meta estabeleceu quatro dimensões de pesquisa para desenvolver soluções capazes de oferecer o realismo desejado. A primeira delas é a resolução. O dispositivo dedicado a ela é o Butterscotch, que alcança 55 pixels por grau e procura fazer os pontos que compõem a imagem ficarem claramente misturados com o fundo. 

O modelo tem duas vezes e meia mais resolução que o Oculus Quest 2 — que usa duas telas Full HD, uma para cada olho. Embora tenha atingido resolução próxima à da retina (seriam necessários 60 pixels por grau), o acessório sacrificou o campo de visão: assim, a maior resolução está concentrada no foco principal e há menos pixels na visão periférica.

Tecnologia do modelo Butterscotch é dedicada a resolução

A segunda qualidade é o foco. Muitos desenvolvedores evitam inserir objetos a curta distância em apps e jogos de realidade virtual porque as lentes de foco fixo dos visores limitam a visão nesse ponto. Os olhos, por sua vez, se adaptam constantemente e expandem ou contraem as pupilas para ajustar o foco.

Por isso, o protótipo Half Dome usa lentes varifocais, que imitam as pupilas e se ajustam eletronicamente à visão do usuário. Assim, um objeto próximo vai ficar nítido se o usuário olhar para ele e o fundo ficará embaçado – e vice-versa. O sistema tem rastreamento ocular para tornar a variação de foco natural com movimentos mais suaves das lentes.

Distorção da imagem e alcance dinâmico

Outro aspecto considerado é a distorção da imagem. A forma como os olhos e as lentes de óculos atuam pode levar distorções na exibição de imagens. Um dos campos de estudo da Meta, essas correções precisam ser feitas rapidamente e de maneira dinâmica para não serem percebidas pelo usuário. 

Além disso, a companhia procura melhorar o alcance dinâmico (High Dynamic Range – HDR). Para isso, no modelo Starburst, o brilho é intensificado com retroiluminação a laser, que atinge picos de 20 mil nits — a intensidade de brilho ideal deve atingir os 10 mil nits. Como a luz e as sombras garantem a percepção de profundidade, um amplo alcance dinâmico é essencial na busca por realismo. O Oculus Quest 2, modelo intermediário da empresa, oferece 100 nits.

Já o Holocake 2 (Holographic Pancakes) é o óculos de realidade virtual mais fino do mundo. O dispositivo use as tecnologias do Butterscotch e do Starburst, enquanto utiliza recursos adicionais para atingir dimensões reduzidas e leveza que permitem que ele seja vestido com conforto. Com lentes polarizadas, a luz emitida pelo painel LCD é duplicada. As soluções curvadas usadas atualmente são baseadas no princípio de difração.

Holocake 2 é modelo mais fino do mundo

Os raios são refletidos no interior dos próprios óculos e, depois, redirecionados para as pupilas do usuário. Essa tecnologia é conhecida como pancake optics: como reduz o espaço ocupado ao refletir a luz do display, permite que os óculos sejam mais compactos. Com ele, os pontos escuros ficam com mais informações e os claros não estouram: assim, o céu continua azul mesmo quando a visão em realidade virtual aponta para uma caverna.

Embora o Holocake esteja plenamente funcional, não deve ser oferecido ao público. As tecnologias desses protótipos servirão de base para o Mirror Lake, os óculos de realidade virtual com que a Meta espera superar o teste de Turing virtual. Com aparência baseada em óculos tradicionais (mas um pouco mais robusto), o dispositivo terá lentes holocake, capacidade de exibir HDR intenso e tela com resolução retina.

Todos os dispositivos estão ainda em desenvolvimento e não há estimativa de quando devem se tornar produtos reais.

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