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Queda do preço do bitcoin pode ser benéfica para o meio ambiente

Com a cotação em US$ 24 mil, mineração do ativo deixa de ser lucrativa

Cotação da moeda tem passado por muitas flutuações

Uma das polêmicas em torno do bitcoin é a energia gasta para produzi-los — e as consequentes emissões de gases de efeito estufa associadas. Com a queda repentina no valor da moeda nesta segunda-feira (13), o preço atingiu um limite importante quando se trata do impacto da criptomoeda no meio ambiente ao chegar a US$ 24 mil, cerca de metade do que valia em março.

Em novembro, o bitcoin chegou a valer US$ 69 mil, o que levava a uma estimativa de que o consumo anual de energia pela rede de produção do ativo seria de 180 a 200 TWh (terawatts-hora). Comparativamente, essa quantidade de energia é a mesma utilizada por todos os data centers do mundo ao ano.

Quanto mais alto o valor da moeda, mais motivados os mineradores ficam: uma pesquisa publicada pelo economista Alex de Vries aponta que preços acima US$ 25.200 fazem as operações se manterem ativas. Para valores inferiores, porém, os mineradores param de se interessar e passam a minerar menos ou parar as operações — afinal, há o risco de gastar mais com energia do que o lucro obtido com o ativo.

Ainda é cedo para previsões sobre se a queda no preço vai de fato beneficiar o meio ambiente. “Se for uma queda de apenas um dia, nada vai mudar”, avalia de Vries. Por outro lado, se os preços não se recuperarem rapidamente, os mineradores podem ter de tomar decisões sobre o assunto.

Mineração de criptomoeda implica alto gasto de energia

Se o preço se mantiver em US$ 24 mil, o uso de energia pode cair para 170 TWh anuais. Parece pouco, mas pelas estimativas de uso de energia na mineração de bitcoin em 2022, feitas por de Vries, seria como economizar a quantidade de energia que a Irlanda usa em um ano.

A mineração de bitcoin requer que problemas complexos sejam resolvidos por hardware especializado — processo que usa muita energia. Como o bitcoin é a criptomoeda mais relevante, ela é a que mais afeta o meio ambiente. Outro ativo com atividade de mineração semelhante, a ethereum, também apresentou queda na cotação. Para de Vries, o potencial de economia de energia pode ser ainda maior quando consideradas as flutuações em diferentes criptomoedas.

Fonte: The Verge


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