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'Sempre tranquilo', diz vizinha de motorista morto por delegado após briga de trânsito em Belo Horizonte

Anderson Melo foi baleado com um tiro no pescoço na avenida do Contorno 

Anderson Melo foi baleado com um tiro no pescoço na avenida do Contorno

A corregedoria da Polícia Civil (PCMG) investiga uma briga de trânsito que acabou em morte no Complexo da Lagoinha, em Belo Horizonte, na tarde dessa terça-feira (26). Anderson Melo, de 44 anos, estava em um caminhão reboque quando foi baleado no pescoço. A vítima chegou a ser socorrida em estado grave para o Hospital João XXIII, mas não resistiu.

O suspeito de ter atirado contra o motorista é o delegado do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc), Rafael Horácio, que estava em uma viatura descaracterizada.

A família da vítima não quer se pronunciar, por enquanto. Uma vizinha do Anderson, em entrevista à Itatiaia, relatou que ele era uma "pessoa muito educada, muito respeitoso e tranquilo. A gente nunca teve nada que reclamar dele. Sempre tranquilo, muito tranquilo mesmo."

Em nota, a Polícia Civil afirmou que o delegado se apresentou espontaneamente à delegacia e teve a arma recolhida. "A Corregedoria Geral da Polícia Civil (CGPC) assumiu o caso e está adotando as medidas legais cabíveis", completou.

Entenda

Uma testemunha informou à Itatiaia que viu os dois motoristas, um em um caminhão reboque e outro em um carro de passeio, discutindo enquanto trafegavam pelo complexo da Lagoinha, no sentido região oeste de BH. Ainda segundo essa testemunha, o caminhão reboque arrastou o carro de passeio e em seguida, houve o disparo.

O delegado envolvido na ocorrência disse à Itatiaia que seguia para o Fórum de BH, junto de um investigador, em uma viatura descaracterizada, no momento em que foi fechado pelo motorista do reboque. Em seguida houve uma discussão entre eles e o caminhão bateu na traseira da viatura. O delegado afirma que saiu do carro, anunciou que era policial, quando o motorista do reboque acelerou para atingir novamente o carro e, neste momento, o delegado afirma que atirou para se defender, já que ele estava entre o carro e a mureta da avenida do contorno. O tiro atravessou o para brisa, acertando o pescoço do motorista.

A família da vítima questiona a versão do delegado e alega que Anderson era uma "pessoa muito tranquila e levava uma vida pacífica, dividida entre casa, trabalho e igreja."

*Com informações da Amanda Antunes e do Oswaldo Diniz

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