Ouça a rádio

Compartilhe

Caminhões reboque fazem manifestação após motorista morrer baleado por delegado em BH

Grupo se concentrou no bairro Padre Eustáquio, e deve passar pela Casa de Custódia da PC, além do local do crime

Grupo passou pela marginal do Anel Rodoviário no caminho até a Casa de Custódia da Polícia Civil

Cerca de 100 motoristas de caminhões reboques promovem um ato na tarde desta quarta-feira (27) em Belo Horizonte, se manifestando após a morte de um colega de trabalho em discussão de trânsito com um delegado da Polícia Civil nessa terça (26). Ainda, o grupo é contra o posicionamento publicado pela PC nesta tarde.

Os caminhões se concentraram no bairro Padre Eustáquio, na região Noroeste da capital. Eles passaram pela marginal do Anel Rodoviário, e de acordo com um membro do grupo, será feito um "buzinaço" em frente à Casa de Custódia da PC, no bairro Horto, região Leste de BH.

Por fim, a manifestação deve seguir para o trecho onde aconteceu o crime, na avenida do Contorno, próximo ao Complexo da Lagoinha.

Por conta do ato, uma lentidão de aproximadamente 3 Km se forma na chegada do Centro de BH, vindo da avenida Cristiano Machado. Motoristas podem usar a avenida Antônio Carlos como alternativa. Por outro lado, que vem do sentido contrário deve evitar o viaduto Oeste, local da ocorrência, onde a movimentação já é grande.

Uma testemunha contou à Itatiaia que viu o motorista Anderson Melo, de 44 anos, discutindo com o delegado da PC, que estava em outro carro. O caminhão reboque teria arrastado o outro veículo, e na sequência, houve o disparo.

O delegado envolvido na ocorrência disse à Itatiaia que seguia para o Fórum de BH, junto de um investigador, em uma viatura descaracterizada, no momento em que foi fechado pelo motorista do reboque. Em seguida houve uma discussão entre eles e o caminhão bateu na traseira da viatura.

Ele afirma que saiu do carro, anunciou que era policial, quando o motorista do reboque acelerou para atingir novamente o carro e, neste momento, o delegado afirma que atirou para se defender, já que ele estava entre o carro e a mureta da avenida do contorno. O tiro atravessou o para brisa, acertando o pescoço do motorista.

Em depoimento, o policial alegou legítima defesa, mas a versão é contestada por parentes e amigos da vítima, que deixou esposa e duas filhas. A PC confirmou que o inquérito será concluído em até 30 dias, "com impessoalidade, imparcialidade e transparência, repudiando atitudes violentas, insensatas e incivilizadas de quaisquer pessoas, especialmente de seus servidores".

Leia Mais

Mais lidas

Ops, não conseguimos encontrar os artigos mais lidos dessa editoria

Baixar o App da Itatiaia na Google Play
Baixar o App da Itatiaia na App Store