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'Crime de ódio': MP denuncia torcedor do Atlético que matou cruzeirense

Yuri Ramon Pereira de Oliveira, que está foragido, disparou contra Rodrigo Marlon Caetano durante confronto no bairro Boa Vista

Briga no bairro Boa Vista aconteceu horas antes de clássico no Mineirão

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou, nesta segunda-feira (4), o torcedor do Atlético, Yuri Ramon Pereira de Oliveira, acusado de matar o cruzeirense Rodrigo Marlon Caetano de Andrade, durante uma briga entre torcidas em março deste ano. De acordo com o MP, ele está foragido.

Na denúncia, a Promotora de Justiça Janaini Keilly Brandão Silveira também pede que o mandato de prisão temporária contra Yuri seja convertida em preventiva.

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De acordo com a denúncia, a qual a Itatiaia teve acesso, o homicídio foi praticado por motivo torpe, que dificultou a defesa da vítima e pode ser definido como "crime de ódio".

"O denunciado (integrante da GALOUCURA) despejava violência de forma indistinta a todos que, por desventura, cruzavam seu caminho, estando ligados de qualquer forma ao time adversário, qual seja, Cruzeiro Esporte Clube", diz trecho da denúncia.

Briga entre torcidas

De acordo com a denúncia, integrantes da Galoucura teriam marcado um encontro em uma rua no bairro Boa Vista na manhã do dia 6 de março, antes do clássico contra o Cruzeiro, no Mineirão, quando um grupo de integrantes da Máfia Azul chegou ao local, "lançando pedras, porretes e pedaços de pau, além de artefatos explosivos artesanais, em direção aos torcedores atleticanos, que prontamente revidaram também lançando pedras, cadeiras, etc., transformando-se em uma briga generalizada".

Vídeos que circularam nas redes sociais naquele dia mostram uma briga campal pelas ruas do bairro.

Ainda de acordo com a denúncia, em um determinado momento, Yuri sacou uma arma de fogo - que portava ilegalmente - e atirou contra Rodrigo Marlon Caetano de Andrade.

"Mesmo após tais atos, o denunciado continuou no palco dos eventos, vindo a apontar novamente a arma de fogo em direção a outros torcedores rivais, conforme imagens de fls. 513, chegando a fazer um movimento ‘engatilhando’ a arma, desistindo de efetuar novos disparos porque seus colegas de torcida entraram na linha de frente de sua mira", diz a denúncia.

Resposta

A reportagem entrou em contato com o advogado de Yuri, Alex Luiz Damasceno Xavier, que encaminhou a nota a seguir:

"A defesa de Yuri Ramon Pereira de Oliveira informa que ainda não obteve acesso à denúncia, e salienta que vem buscando colaborar com as investigações de todas as formas possíveis, inclusive já se dispôs formalmente em apresentar o acusado à Justiça, mediante a aplicação, mesmo que cumulada, das medidas cautelares diversas da prisão. Oportunamente, este causídico se coloca à disposição para maiores esclarecimentos acerca do ocorrido."

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