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'Não conseguimos dormir', diz vítima de injúria racial no metrô de BH 

Família é vítima de injúria racial dentro do metrô nesse domingo (5). Agressões começaram na estação Central 

Mesmo após deixar o carro do metrô, mulher teria continuado com as ofensas

“Passamos a noite com sentimento de revolta, não conseguimos dormir.” Foi o que disse, nesta segunda-feira (6), uma das vítimas de falas racistas dentro de um dos vagões do metrô de Belo Horizonte, a autônoma Leni Estelita da Silva Rodrigues, de 53 anos. "Que a justiça seja feita para que outros não cometam o mesmo", completou.

Hoje, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que ratificou a prisão em flagrante de Adriana Maria Lima de Brito, de 54 anos. "Ela foi autuada pelo crime de injúria racial e, após os trabalhos de polícia judiciária, foi encaminhada ao sistema prisional", informou por meio de nota.

Entretanto, às 11h15, de acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp), ela não deu entrada no sistema prisional.

Gritos racistas

O caso ocorreu nesse domingo (5). Leni, seu marido, Alexandre Elias Rodrigues e a filha deles, Isabelle Cristine Rodrigues, voltavam da Feira Hippie para casa, no bairro Suzana, região Nordeste da capital, de metrô, quando foram surpreendidos pelos ataques racistas.

Imagens gravadas durante as ofensas mostram parte da discussão, em que a mulher afirma que "não é da mesma raça que eles".

Conforme Alexandre contou, ontem, à reportagem da Itatiaia, desde a estação Central, Adriana dava risadas sarcásticas:

“Quando entrou no metrô, ela disse que era racista, que não deveríamos estar no vagão, e que o sangue que corria na veia dela não era o mesmo deles".

As ofensas se estenderam até a estação Santa Inês, quando um segurança do metrô entra na composição e começa a dialogar com as partes. A viagem continua por mais uma estação, e mesmo com diversas pessoas rechaçando a suspeita, ela segue com as declarações. Na estação José Cândido, todos descem do metrô, e a mulher voltou a ofender a família. A família registrou o boletim de ocorrência ainda nesse domingo.

Sobre a possibilidade da autora sofrer de alguma doença mental, Leni foi enfática: “Ela mesma tinha dito ao segurança que não fazia uso de nenhum remédio e estava em plena lucidez. Agora, ela faz essas coisas e põe culpa no remédio? De doida ela não tem nada”, disse.

(Com informações de Lucas von Dollinger)

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